Educação
Colíder: Assista! Moradores de comunidade rural não querem mudança de escola para outra localidade e dizem que Secretário de Educação não quer ouvi-los.
Educação
Por Joel Teixeira
Nós procuramos o Secretário Municipal de Educação, mas ele está em Sinop.Em nota à nossa redação, Márcio Fernandes, explica a decisão tomada pela Secretaria.
Veja nota na íntegra:
Nota de esclarecimento
Considerando a necessidade de oferecer uma melhor condição de infraestrutura física e pedagógica para os 12(doze) alunos e profissionais da Escola Coração Eucaristico, a equipe da Secretaria de educação reuniu -se com as famílias das crianças matriculadas nesta unidade escolar com a proposta de transferência das atividades escolares para o prédio localizado na Comunidade São Pedro.
O referido espaço possui uma infraestrutura mais adequada, segura e de recuperação mais simples.
Após ouvir a comunidade percebemos que algumas famílias se posicionaram de forma contrária, a qual respeitamos, entretanto a maioria das famílias pertencentes a comunidade escolar foram favoráveis à alteração.
Reforçando assim, o mesmo pensamento da secretaria , que é único e exclusivamente pensar num espaço mais adequado e seguro para nossos alunos.
Diante disso, encaminhamos de imediato a reforma do prédio localizado na Comunidade São Pedro para que no retorno das férias escolares esteja pronto para receber as crianças de forma adequada, aconchegante e facilitadora dos processos de ensino-aprendizagem.
Assista à reportagem
Educação
Prefeitura proíbe uso de celulares em sala de aula e no recreio
Por Vinicius Lisboa
A Prefeitura do Rio de Janeiro publicou nesta sexta-feira (2) decreto que restringe o uso de celulares nas escolas da rede municipal. Segundo a publicação assinada pelo prefeito, Eduardo Paes, os dispositivos só poderão ser usados antes da primeira aula e após a última, à exceção de casos especiais.

O decreto já entrou em vigor, mas seus efeitos passam a valer após 30 dias, segundo o texto. A Secretaria Municipal de Educação ainda precisará editar ato normativo para regulamentar a medida.
Proibição no recreio
A proibição do uso de celulares vale para dentro de sala de aula e também os intervalos entre as aulas, incluindo o recreio. Apenas na Educação de Jovens e Adultos será permitido o uso de celulares nos intervalos.
O decreto orienta que os celulares e demais dispositivos eletrônicos deverão ser guardados na mochila ou bolsa do próprio aluno, desligado ou ligado em modo silencioso e sem vibração. Apesar disso, a publicação deixa margem para que a equipe da escola adote outra estratégia de preferência.
Caso haja desrespeito à proibição, o decreto autoriza os professores a advertir os alunos e cercear o uso dos dispositivos em sala de aula.
Exceções
Apesar da proibição, os professores podem propor a utilização dos celulares e dispositivos eletrônicos para fins pedagógicos, como pesquisas, leituras ou acesso a outros materiais educativos.
Os alunos com deficiência ou com condições de saúde que necessitam destes dispositivos para monitoramento ou auxílio de sua necessidade também têm autorização para mantê-los em funcionamento na escola.
O uso também pode ser liberado quando a cidade estiver classificada nos estágios operacionais 3, 4 e 5 pelo Centro de Operações da Prefeitura do Rio. Isso ocorre em situações que causam impacto na rotina da cidade, como temporais que provocam alagamentos e incidentes graves de trânsito ou segurança pública.
Consulta pública
Antes de a prefeitura publicar o decreto, a Secretaria Municipal de Educação realizou uma consulta pública sobre a proibição, que contou com mais de 10 mil contribuições.
Segundo a secretaria, o resultado foi de 83% de respostas a favor, 6% contrárias e 11% parcialmente favoráveis.
Na época, o secretário municipal de educação, Renan Ferreirinha, destacou a relevância do resultado. “São números que mostram o grande interesse por essa discussão e o quanto a sociedade está consciente da importância e urgência que esse problema precisa ser enfrentado”.
Apesar disso, especialistas ouvidos pela reportagem no lançamento da consulta pública avaliaram a proibição com ponderações. A pedagoga Rosemary dos Santos, pesquisadora da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), acredita que é mais importante trazer a discussão do uso desses dispositivos para a escola.
“O aluno vai usar em todos os lugares, menos na escola? Que lugar é esse da escola que abre mão de discutir o que é vivenciado por todo mundo? O uso excessivo não se dá porque o aluno usa o celular na escola, mas sim porque ele usa em todo lugar. As questões que emergem a partir desse uso precisam ser problematizadas em sala de aula. Não é o uso na escola que pode gerar depressão ou que pode levar o aluno a conteúdos inadequados. É o uso na sociedade. E a escola é um local adequado para essa discussão. Se o excesso de uso de tela gera problemas, a escola precisa discutir,” explicou.

