Educação
Mais de 100 concursos públicos com inscrições abertas reúnem 14,6 mil vagas no país; veja lista
Oportunidades são para todos os níveis de escolaridade. Salários chegam a R$ 30,4 mil.
Educação
Por G1
Pelo menos 106 concursos públicos estão com inscrições abertas no país nesta segunda-feira (7) e reúnem mais de 14.587 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade.
Além das vagas abertas, há concursos para formação de cadastro de reserva – ou seja, os candidatos aprovados são chamados conforme a abertura de vagas durante a validade do concurso.
Os salários chegam a R$ 30,4 mil no Ministério Público de Minas Gerais, que oferece 60 vagas para promotor de Justiça substituto.
Já na Bahia, os salários são de R$ 22.582,54 para 18 vagas na Defensoria Pública do Estado.
Entre os concursos com maior número de posições a serem preenchidas, destaque para os processos seletivos da Minas Gerais Administração e Serviços S.A (MGS), com 3.367 vagas de até R$ 1.421,26, e da Polícia Militar do Alagoas, com 1.060 vagas de até R$ 4.250,06.
Entre os concursos abertos em órgãos federais, estão:
- Exército, com o total de 440 vagas de ensino médio para preparação de cadetes;
- Marinha, com 750 vagas para aprendizes e 263 vagas para a escola de formação de oficiais.
Nesta segunda-feira (7), pelo menos 15 órgãos abrem o prazo de inscrições para cerca de 1.887 vagas, também em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 28.884,25 no Tribunal de Justiça do Estado do Goiás.
Veja abaixo as informações de cada um destes concursos que abrem inscrições nesta segunda:
Polícia Civil de Alagoas
- Inscrições: até 12/07/2021
- 500 vagas
- Salários de até R$ 3.971,76
- Cargos de nível superior
Secretaria Municipal de Educação de Teresina (PI)
- Inscrições: até 11/06/2021
- 340 vagas
- Salários de até R$ 3.782,26
- Cargos de nível superior
Prefeitura de Curitiba (PR)
- Inscrições: até 11/06/2021
- 175 vagas
- Salários de até R$ 1.597,51
- Cargos de nível fundamental
Perícia Forence do Estado do Ceará – Pefoce (CE)
- Inscrições: até 08/07/2021
- 170 vagas
- Salários de até R$ 10.125,89
- Cargos de nível superior
Prefeitura de Alvorada d'Oeste (RO)
- Inscrições: até 17/06/2021
- 130 vagas
- Salários de até R$ 6.800,00
- Cargos de nível médio, técnico e superior
Secretaria da Fazenda do Estado do Ceará (Sefaz-CE)
- Inscrições: até 28/06/2021
- 94 vagas
- Salários de até R$ 16.045,30
- Cargos de nível superior
Tribunal de Justiça do Estado do Goiás (TJ-GO)
- Inscrições: até 12/07/2021
- 52 vagas
- Salários de até R$ 28.884,25
- Cargos de nível superior
Prefeitura de General Carneiro (PR)
- Inscrições: até 18/06/2021
- 30 vagas
- Salários de até R$ 1.443,12
- Cargos de nível superior
Prefeitura de Feliz Natal (MT)
- Inscrições: até 14/06/2021
- 17 vagas
- Salários de até R$ 3.665,42
- Cargos de nível fundamental, médio e superior
Prefeitura de Itaju (SP)
- Inscrições: até 14/06/2021
- 3 vagas
- Salários de 15,42 hora/aula
- Cargos de nível superior
Prefeitura de Campo Grande (MS)
- Inscrições: até 17/06/2021
- 19 vagas
- Salários de até R$ 1.600,00
- Cargos de nível fundamental
Prefeitura de Jacareí (SP)
- Inscrições: até 14/06/2021
- 8 vagas
- Salários de até R$ 14.436,50
- Cargos de nível superior
Prefeitura de São Valério do Sul (RS)
- Inscrições: até 11/06/2021
- 4 vagas
- Salários de até R$ 1.249,36
- Cargos de nível superior
Prefeitura de Teresina (PI)
- Inscrições: até 11/06/2021
- 340 vagas
- Salários de R$ 3.782,26
- Cargos de nível superior
Prefeitura de Araçoiaba da Serra (SP)
- Inscrições: até 11/06/2021
- 5 vagas
- Salários de até R$ 4.862,99
- Cargos de nível médio e superior
´´G1/Globo“
Educação
Prefeitura proíbe uso de celulares em sala de aula e no recreio
Por Vinicius Lisboa
A Prefeitura do Rio de Janeiro publicou nesta sexta-feira (2) decreto que restringe o uso de celulares nas escolas da rede municipal. Segundo a publicação assinada pelo prefeito, Eduardo Paes, os dispositivos só poderão ser usados antes da primeira aula e após a última, à exceção de casos especiais.

O decreto já entrou em vigor, mas seus efeitos passam a valer após 30 dias, segundo o texto. A Secretaria Municipal de Educação ainda precisará editar ato normativo para regulamentar a medida.
Proibição no recreio
A proibição do uso de celulares vale para dentro de sala de aula e também os intervalos entre as aulas, incluindo o recreio. Apenas na Educação de Jovens e Adultos será permitido o uso de celulares nos intervalos.
O decreto orienta que os celulares e demais dispositivos eletrônicos deverão ser guardados na mochila ou bolsa do próprio aluno, desligado ou ligado em modo silencioso e sem vibração. Apesar disso, a publicação deixa margem para que a equipe da escola adote outra estratégia de preferência.
Caso haja desrespeito à proibição, o decreto autoriza os professores a advertir os alunos e cercear o uso dos dispositivos em sala de aula.
Exceções
Apesar da proibição, os professores podem propor a utilização dos celulares e dispositivos eletrônicos para fins pedagógicos, como pesquisas, leituras ou acesso a outros materiais educativos.
Os alunos com deficiência ou com condições de saúde que necessitam destes dispositivos para monitoramento ou auxílio de sua necessidade também têm autorização para mantê-los em funcionamento na escola.
O uso também pode ser liberado quando a cidade estiver classificada nos estágios operacionais 3, 4 e 5 pelo Centro de Operações da Prefeitura do Rio. Isso ocorre em situações que causam impacto na rotina da cidade, como temporais que provocam alagamentos e incidentes graves de trânsito ou segurança pública.
Consulta pública
Antes de a prefeitura publicar o decreto, a Secretaria Municipal de Educação realizou uma consulta pública sobre a proibição, que contou com mais de 10 mil contribuições.
Segundo a secretaria, o resultado foi de 83% de respostas a favor, 6% contrárias e 11% parcialmente favoráveis.
Na época, o secretário municipal de educação, Renan Ferreirinha, destacou a relevância do resultado. “São números que mostram o grande interesse por essa discussão e o quanto a sociedade está consciente da importância e urgência que esse problema precisa ser enfrentado”.
Apesar disso, especialistas ouvidos pela reportagem no lançamento da consulta pública avaliaram a proibição com ponderações. A pedagoga Rosemary dos Santos, pesquisadora da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), acredita que é mais importante trazer a discussão do uso desses dispositivos para a escola.
“O aluno vai usar em todos os lugares, menos na escola? Que lugar é esse da escola que abre mão de discutir o que é vivenciado por todo mundo? O uso excessivo não se dá porque o aluno usa o celular na escola, mas sim porque ele usa em todo lugar. As questões que emergem a partir desse uso precisam ser problematizadas em sala de aula. Não é o uso na escola que pode gerar depressão ou que pode levar o aluno a conteúdos inadequados. É o uso na sociedade. E a escola é um local adequado para essa discussão. Se o excesso de uso de tela gera problemas, a escola precisa discutir,” explicou.

