Educação
Cerca de 70 concursos públicos com inscrições abertas reúnem 8 mil vagas no país; veja lista
Cargos são em todos os níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 22.582,54 na Defensoria Pública do Estado da Bahia.
Educação
Por G1
Pelo menos 71 concursos públicos no país estão com inscrições abertas nesta segunda-feira (24) e reúnem 7.963 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 22.582,54 na Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE – BA).
Além das vagas abertas, há concursos para formação de cadastro de reserva – ou seja, os candidatos aprovados são chamados conforme a abertura de vagas durante a validade do concurso.
Entre os principais concursos federais abertos estão:
- Marinha, com 750 vagas
- Exército, com 440 vagas
- Departamento Penitenciário Nacional (Depen), com 1.117 vagas
- Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com 90 vagas
- Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com 47 vagas
- Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), com 1 vaga
Nesta segunda-feira, pelo menos 14 órgãos abrem o prazo de inscrições para 1.947 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 22.582,54. Veja abaixo as informações de cada concurso:
Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE – BA)
- Inscrições até: 23/06/2021
- 18 vagas
- Salários de até R$ 22.582,54
- Cargos de nível superior
- Vagas para várias cidades
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)
- Inscrições: até 28/05/2021
- 47 vagas
- Salários de até R$ 1.650,00
- Cargos de nível fundamental
- Vagas para Goiânia (GO), Ubajara (CE) e Barreiras do Piauí (PI)
Marinha
- Inscrições: até 13/06/2021
- 750 vagas
- Salário: R$ 1.303,90
- Cargos de nível médio
- Vagas para várias cidades
Polícia Militar do Estado do Alagoas (PM – AL)
- Inscrições: até 28/06/2021
- 1060 vagas
- Salários de até R$ 4.250,06
- Cargos de nível médio
- Vagas para várias cidades
Prefeitura de Canoinhas (SC)
- Inscrições: até 27/05/2021
- 2 vagas
- Salário de até R$ 3.455,75
- Cargos de nível técnico e superior
Prefeitura de Chapadão do Sul (MS)
- Inscrições até: 28/05/2021
- 7 vagas
- Salários de até R$ 1.644,40
- Cargos de nível médio
Prefeitura de Curiúva (PR)
- Inscrições: até 22/06/2021
- 4 vagas
- Salário de R$ 15.148,95
- Cargos de nível superior
Prefeitura de Maracaju (MS)
- Inscrições: até 31/05/2021
- 2 vagas
- Salários de até R$ 8.590,27
- Cargos de nível superior
Prefeitura de Santa Luzia d'Oeste (RO)
- Inscrições até: 30/05/2021
- 14 vagas
- Salários de até R$ 7.000,00
- Cargos de nível médio e superior
Prefeitura de São Simão (GO)
- Inscrições: até 26/05/2021
- 16 vagas
- Salários de até R$ 3.000,00
- Cargos de nível fundamental, médio e superior
Prefeitura de Tabaporã (MT)
- Inscrições até: 01/06/2021
- 8 vagas
- Salários de até R$ 4.575,75
- Cargos de nível fundamental, médio e técnico
Prefeitura de Tomazina (PR)
- Inscrições até: 28/05/2021
- 4 vagas
- Salários de até R$ 1.703,37
- Cargos de nível técnico
Previdência Social dos Servidores do Município de Guarujá (SP)
- Inscrições até: 27/06/2021
- 1 vaga
- Salário: R$ 4.196,00
- Cargo de nível superior
Secretaria Municipal de Saúde de Jaraguá do Sul (Sesma)
- Inscrições até: 27/05/2021
- 14 vagas
- Salários de até: R$ 1.7519,25
- Cargos de nível médio e superior
´´G1/Globo“
Educação
Prefeitura proíbe uso de celulares em sala de aula e no recreio
Por Vinicius Lisboa
A Prefeitura do Rio de Janeiro publicou nesta sexta-feira (2) decreto que restringe o uso de celulares nas escolas da rede municipal. Segundo a publicação assinada pelo prefeito, Eduardo Paes, os dispositivos só poderão ser usados antes da primeira aula e após a última, à exceção de casos especiais.

O decreto já entrou em vigor, mas seus efeitos passam a valer após 30 dias, segundo o texto. A Secretaria Municipal de Educação ainda precisará editar ato normativo para regulamentar a medida.
Proibição no recreio
A proibição do uso de celulares vale para dentro de sala de aula e também os intervalos entre as aulas, incluindo o recreio. Apenas na Educação de Jovens e Adultos será permitido o uso de celulares nos intervalos.
O decreto orienta que os celulares e demais dispositivos eletrônicos deverão ser guardados na mochila ou bolsa do próprio aluno, desligado ou ligado em modo silencioso e sem vibração. Apesar disso, a publicação deixa margem para que a equipe da escola adote outra estratégia de preferência.
Caso haja desrespeito à proibição, o decreto autoriza os professores a advertir os alunos e cercear o uso dos dispositivos em sala de aula.
Exceções
Apesar da proibição, os professores podem propor a utilização dos celulares e dispositivos eletrônicos para fins pedagógicos, como pesquisas, leituras ou acesso a outros materiais educativos.
Os alunos com deficiência ou com condições de saúde que necessitam destes dispositivos para monitoramento ou auxílio de sua necessidade também têm autorização para mantê-los em funcionamento na escola.
O uso também pode ser liberado quando a cidade estiver classificada nos estágios operacionais 3, 4 e 5 pelo Centro de Operações da Prefeitura do Rio. Isso ocorre em situações que causam impacto na rotina da cidade, como temporais que provocam alagamentos e incidentes graves de trânsito ou segurança pública.
Consulta pública
Antes de a prefeitura publicar o decreto, a Secretaria Municipal de Educação realizou uma consulta pública sobre a proibição, que contou com mais de 10 mil contribuições.
Segundo a secretaria, o resultado foi de 83% de respostas a favor, 6% contrárias e 11% parcialmente favoráveis.
Na época, o secretário municipal de educação, Renan Ferreirinha, destacou a relevância do resultado. “São números que mostram o grande interesse por essa discussão e o quanto a sociedade está consciente da importância e urgência que esse problema precisa ser enfrentado”.
Apesar disso, especialistas ouvidos pela reportagem no lançamento da consulta pública avaliaram a proibição com ponderações. A pedagoga Rosemary dos Santos, pesquisadora da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), acredita que é mais importante trazer a discussão do uso desses dispositivos para a escola.
“O aluno vai usar em todos os lugares, menos na escola? Que lugar é esse da escola que abre mão de discutir o que é vivenciado por todo mundo? O uso excessivo não se dá porque o aluno usa o celular na escola, mas sim porque ele usa em todo lugar. As questões que emergem a partir desse uso precisam ser problematizadas em sala de aula. Não é o uso na escola que pode gerar depressão ou que pode levar o aluno a conteúdos inadequados. É o uso na sociedade. E a escola é um local adequado para essa discussão. Se o excesso de uso de tela gera problemas, a escola precisa discutir,” explicou.

