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Alunos da rede pública de ensino de Colíder participam de festival de robótica promovido pelo MPT, Justiça do Trabalho e Sesi

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Por Joel Teixeira

Oito adolescentes, estudantes  em escolas públicas de Colíder, Norte de Mato Grosso, participam de um Festival de Robótica, hoje e amanhã. O evento é promovido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), Serviço Social da Indústria ( SESI) e  Justiça do Trabalho em Mato Grosso. O festival acontece no Sesi Park em Cuiabá.

Em Colíder, o projeto foi possível graças ao empenho do Juiz do Trabalho, Dr Mauro Curvo e da equipe de tutores, composta por  Walingson costa, Antônio Ronaldo e Simone Scheffer. A equipe dos jovens cientistas, formada por  José Vítor Alves dos Santos, Matheus R. da Silva Costa, Lavínia Medeiros, Fábio Bezerra da Silva, Carlos Henrique Freire Correa, João Victor da Silva Santos, Guilherme Souza da Silveira e Igor Bezerra Dias. Os integrantes com idades de 11 a 14 anos, trabalharam na pesquisa para recuperação do meio ambiente.

A missão foi sobre a poluição de cursos de água com resíduos sólidos, incidência de pragas urbanas, doenças, destruição da mata ciliar, assoreamento e perda da biodiversidade. Tudo com a implantação de sistema automático de baixo custo para retenção e coleta de resíduos sólidos de baixa densidade em riachos, coleta e triagem de recicláveis.  

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A programação começou hoje às 9h com treinos, testes e avaliações e segue no Sábado (3) a partir das 8h30. 50 alunos de escolas públicas de Mato Grosso, participam do evento. O festival é resultado de um projeto desenvolvido desde 2018 em Juína, Colíder, Confresa, Alta Floresta e Campo Novo do Parecis, com apoio de educadores e juízes trabalhistas locais. O objetivo do projeto é combater o trabalho infantil e estimular  a permanência do aluno na escola, além de fomentar a pesquisa e o amor à ciência.

O projeto de Robótica é coordenado pela Coordenadoria Judiciária e de Apoio à Execução e Solução de Conflitos do TRT de Mato Grosso (CJAESC) e os recursos são oriundos de uma Ação Civil Pública movida pelo MPT na Vara do Trabalho de Campo Novo do Parecis.

Dois professores de cada município foram capacitados pelo Sesi para trabalhar a robótica com os alunos nas escolas. Além da capacitação, cada escola recebeu um kit para dar vida ao projeto de robótica, com computadores e peças da tecnologia Lego Mindstorm. Os itens foram usados para construção e programação de robôs, num contexto que aliou a introdução ao mundo da ciência e tecnologia com diversão e estímulo ao raciocínio.

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TV Notícias com Portal.trt23.jus

 

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Prefeitura proíbe uso de celulares em sala de aula e no recreio

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Por Vinicius Lisboa

A Prefeitura do Rio de Janeiro publicou nesta sexta-feira (2) decreto que restringe o uso de celulares nas escolas da rede municipal. Segundo a publicação assinada pelo prefeito, Eduardo Paes, os dispositivos só poderão ser usados antes da primeira aula e após a última, à exceção de casos especiais.

O decreto já entrou em vigor, mas seus efeitos passam a valer após 30 dias, segundo o texto. A Secretaria Municipal de Educação ainda precisará editar ato normativo para regulamentar a medida.

Proibição no recreio

A proibição do uso de celulares vale para dentro de sala de aula e também os intervalos entre as aulas, incluindo o recreio. Apenas na Educação de Jovens e Adultos será permitido o uso de celulares nos intervalos.

O decreto orienta que os celulares e demais dispositivos eletrônicos deverão ser guardados na mochila ou bolsa do próprio aluno, desligado ou ligado em modo silencioso e sem vibração. Apesar disso, a publicação deixa margem para que a equipe da escola adote outra estratégia de preferência.

Caso haja desrespeito à proibição, o decreto autoriza os professores a advertir os alunos e cercear o uso dos dispositivos em sala de aula.

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Exceções

Apesar da proibição, os professores podem propor a utilização dos celulares e dispositivos eletrônicos para fins pedagógicos, como pesquisas, leituras ou acesso a outros materiais educativos.

Os alunos com deficiência ou com condições de saúde que necessitam destes dispositivos para monitoramento ou auxílio de sua necessidade também têm autorização para mantê-los em funcionamento na escola.

O uso também pode ser liberado quando a cidade estiver classificada nos estágios operacionais 3, 4 e 5 pelo Centro de Operações da Prefeitura do Rio. Isso ocorre em situações que causam impacto na rotina da cidade, como temporais que provocam alagamentos e incidentes graves de trânsito ou segurança pública.

Consulta pública

Antes de a prefeitura publicar o decreto, a Secretaria Municipal de Educação realizou uma consulta pública sobre a proibição, que contou com mais de 10 mil contribuições.

Segundo a secretaria, o resultado foi de 83% de respostas a favor, 6% contrárias e 11% parcialmente favoráveis.

Na época, o secretário municipal de educação, Renan Ferreirinha, destacou a relevância do resultado. “São números que mostram o grande interesse por essa discussão e o quanto a sociedade está consciente da importância e urgência que esse problema precisa ser enfrentado”.

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Apesar disso, especialistas ouvidos pela reportagem no lançamento da consulta pública avaliaram a proibição com ponderações. A pedagoga Rosemary dos Santos, pesquisadora da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), acredita que é mais importante trazer a discussão do uso desses dispositivos para a escola.

“O aluno vai usar em todos os lugares, menos na escola? Que lugar é esse da escola que abre mão de discutir o que é vivenciado por todo mundo? O uso excessivo não se dá porque o aluno usa o celular na escola, mas sim porque ele usa em todo lugar. As questões que emergem a partir desse uso precisam ser problematizadas em sala de aula. Não é o uso na escola que pode gerar depressão ou que pode levar o aluno a conteúdos inadequados. É o uso na sociedade. E a escola é um local adequado para essa discussão. Se o excesso de uso de tela gera problemas, a escola precisa discutir,” explicou.

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