Enfim, professor!

Kleber Miyaki é aprovado como professor PCD em Colíder, após grande repercussão de matéria do jornalista Joel Teixeira

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EDUCAÇÃO

Por:  jornalista Luiza Miranda

O colidense, Kleber Guimarães Miyaki, fez recentemente uma prova seletiva para ocupar uma vaga PCD – Pessoa com deficiência na Educação Pública Municipal de Colíder no norte de Mato Grosso, a 648 km de Cuiabá. Ele tem deficiência visual e é legitimado pela Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Nº 13.146, DE 6 DE JULHO DE 2015.

O professor estava inscrito para lecionar na Escola Municipal Fábio Ribeiro da Cruz. Mas precisou passar por perícia médica para ser efetivado no cargo. No dia 26 de janeiro, por volta das 13h, o perito médico Lourival Alves Frota, CRM 3451 matrícula 1407 atestou Kleber Miyaki como inapto para exercer o ofício pelo qual lutou por anos.

Em entrevista ao jornalista Joel Teixeira, no site TV Notícias, o jovem professor mostrou-se muito triste com o veto, ‘ontem, quando tive de esperar, e pela forma que fui tratado eu já previa o resultado e foi isso, quando cheguei à sala dele no SESP, o documento já estava pronto. Percebi um certo sarcasmo, quando ele me desejou boa sorte. 

O que diz a lei

O artigo 2º inciso 1º é bem claro, A avaliação da deficiência, quando necessária, será biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar. No caso de Kleber, apenas um profissional o avaliou. Portanto, de acordo com a lei, houve uma falha gritante no quesito de avaliação.

A grande repercussão e a aprovação de Kleber

Após a publicação de Joel Teixeira, um dos jornalistas mais bem conceituados no Mato Grosso, o fato teve grande repercussão em Colíder e em todo o Estado. A população demonstrou-se indignada e revoltada com a reprovação do jovem professor, ‘esse perito tem que vir a público explicar,” “disse um leitor do TV Notícias; ‘isso é uma vergonha total e desrespeitosa com alguém que lutou e se esforçou para chegar onde chegou e vem uma pessoa e ofusca o sonho dele e que tem o direito de lecionar em uma escola,’ disse outro seguidor do jornalista.

Alguns das centenas de comentários sobre o fato

Resiliência

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Triste e desapontado, Kleber disse que lutaria e buscaria os meios legais para ser reconhecido e conduzido à vaga a que tanto sonhou e lutou para conseguir, “Eu não vou desistir de meus sonhos, de todo o meu esforço para chegar até aqui. Eu não vou desistir, os meus colegas já me chamam “professor” e eu quero respeito, eu quero dignidade, eu quero provar que a EDUCAÇÃO SALVA.”

Kleber Miyaki quando foi reprovado pelo perito

Enfim, professor da Escola Fábio Ribeiro da Cruz

 O TV Notícias foi informado pelo professor Kleber que a Prefeitura Municipal de Colíder, através de seus representantes jurídicos e da Educação, entrou em contato com ele na quinta-feira (10) sobre uma reavaliação de sua condição. Para alegria do professor PCD, nessa sexta-feira (11) o jovem enfim, pode comemorar a vitória, ele foi comunicado que está aprovado para exercer o cargo de professor e que a escola irá providenciar todas as facilidades para que ele trabalhe e desenvolva as atividades do cargo. Feliz, ele disse, “chegou o momento, não foi preciso que eu entrasse na Justiça para fazer valer o meu direito, as autoridades municipais se sensibilizaram, reavaliaram o meu caso e hoje me deram essa notícia maravilhosa.”

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Quem é Kleber Miyaki

Kleber Miyaki vem da extrema pobreza e fome. Tinha tudo para se tornar alguém fora da lei, ir para a marginalidade, pois a maioria da sociedade colidense, fechava os olhos para uma família de miseráveis, moradora no Bairro Celídio Marques, região periférica da cidade, onde ele morou desde garotinho franzino. 

Violência na família

Kleber perdeu dois irmãos, mortos de forma bárbara há alguns anos. Crimes que não foram solucionados até hoje pela Justiça de Colíder, clara na seletividade. Casos como os dos irmãos dele, que estavam às margens da lei e possivelmente por isso, foram executados, abarrotam a Delegacia de Polícia Civil Local.

Salvo pela Educação

Kleber, trilhou caminhos diferentes e, desembocou na Educação. Mesmo com muitas dificuldades, mas com a crença em dias melhores, ele não desistiu. Com a ajuda de poucos e muito esforço, cambaleando a pé pelas ruas da cidade, estudou, terminou  a faculdade e também fez pós-graduação.

Jornalismo de fato a serviço da sociedade

 O jornalista Joel Teixeira disse ao TV Notícias, que esse é o seu papel, mostrar os fatos e não deixar de se indignar com as injustiças, “ sinto-me leve, feliz pelo Kleber Myiaki, um rapaz que tem uma trajetória de vida digna de um filme motivacional. Há 25 anos o jornalismo tem me dado o privilégio de poder ajudar pessoas, sem justiçaria, sem julgamentos, mas com empatia. A meu ver, esse é o papel da imprensa séria, cobrar, mostrar e fiscalizar tudo.”

 

 

 

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Comissão de Educação aprova projeto que proíbe celular em escolas

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Comissão de Educação aprova projeto que proíbe celular em escolas

Comissão de Educação aprova projeto que proíbe celular em escolas

Medida vale para instituições públicas e particulares

Projeto de lei aprovado pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados proíbe o uso de telefone celular e de outros aparelhos eletrônicos portáteis por alunos da educação básica em escolas públicas e particulares, inclusive no recreio e nos intervalos entre as aulas.

Para proteger a criança de até 10 anos de idade de possíveis abusos, o texto proíbe também o porte de celular por alunos da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental.

O projeto autoriza o uso de celular em sala de aula para fins estritamente pedagógicos, em todos os anos da educação básica. Permite ainda o uso para fins de acessibilidade, inclusão e condições médicas.

Projeto reformulado

O texto aprovado é o substitutivo do relator, deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), ao Projeto de Lei 104/15 do deputado Alceu Moreira (MDB-RS), e a outras 13 proposições que tramitam em conjunto e tratam do mesmo assunto. Diego Garcia levou em consideração diversos estudos e contribuições para elaborar parecer.

O relator considerou que o uso e o porte de aparelhos eletrônicos na escola para crianças de até 10 anos de idade podem ser adiados e substituídos por atividades físicas e de socialização, que serão essenciais nos anos seguintes. “Preocupam-nos estudos recentes sobre acesso a conteúdo impróprio como pornografia, drogas, violência, linguagem imprópria e apostas eletrônicas”, afirmou Garcia.

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Para ele, pais que acreditam que o porte de celular, nessa fase, é instrumento de segurança devem olhar também para os desafios e prejuízos que o uso de celulares nas escolas pode trazer. “Crianças nessa faixa etária não têm maturidade para discernir quando e como usar esses dispositivos de forma adequada.”

Exceções

Para Garcia, a partir dos 11 anos a capacidade de autorregulação dos alunos é maior e a maior demanda por interações digitais para as relações sociais e as atividades escolares torna inevitável o porte dos celulares na escola. “O uso fica autorizado, em sala de aula, para fins pedagógicos e didáticos, conforme orientação do docente e dos sistemas de ensino, para evitar as distrações”, destacou.

Sobre a permissão de uso aos alunos com deficiência, mesmo na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, independentemente da atividade pedagógica, a ideia é garantir a acessibilidade cada vez mais frequente na forma de aplicativos. “Incluímos também os casos de condições de saúde, como a medição de glicemia por diabéticos. Esses usos são exceção”, esclareceu o relator.

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Sofrimento psíquico

De acordo com o projeto, as redes de ensino e as escolas deverão abordar o tema do sofrimento psíquico e da saúde mental dos alunos da educação básica, apresentando a eles informações sobre riscos, sinais e prevenção do sofrimento, incluindo o decorrente do uso imoderado de celulares e do acesso a conteúdos impróprios.

Também os professores deverão ser treinados para detectar sinais sugestivos de sofrimento psíquico e mental. As escolas, por sua vez, deverão oferecer espaços de escuta e de acolhimento para alunos ou funcionários em sofrimento psíquico e mental, principalmente decorrentes do uso imoderado de telas e nomofobia, que é a angústia provocada pela ausência do celular.

Próximos passos

O projeto será analisado agora, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. Para virar lei, a proibição precisa ser aprovada pelos deputados e pelos senadores.

 

“Agencia Brasil”

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