ECONOMIA
STF, Congresso, Estados e governo federal buscam acordo para cobrança do ICMS do diesel
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Uma comissão de representantes do Supremo Tribunal Federal, Estados, Câmara, Senado e Advocacia-Geral da União será formada para buscar um acordo para a cobrança do ICMS do diesel até o dia 14 de junho.
O acerto foi feito em reunião nesta quinta-feira, 02, de conciliação promovida pelo ministro André Mendonça, que é o relator da ação que o AGU entrou no Supremo contra os Estados. O governo considera que os governadores não cumpriram a lei aprovada pelo Congresso que prevê uma regra de transição com fixação da alíquota do ICMS sobre o diesel com base no preço médio dos últimos 60 meses (cinco anos).
Os secretários estaduais de Fazenda fixaram um valor único do ICMS a ser cobrado no preço final do combustível, mas permitiram descontos, o que na prática possibilitou a cada Estado manter a mesma alíquota que aplicava anteriormente. O valor estabelecido na ocasião foi de R$ 1,006 por litro de óleo diesel S10, o mais usado no País.
Na reunião, o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), disse que não vai aceitar a forma como os Estados regulamentaram a lei e quer que ela seja integralmente cumprida. Essa é a premissa fundamental para o acordo. Lira disse na reunião que qualquer acordo que se faça dependerá desse ponto.
Já o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse na reunião que várias coisas precisam ser observadas, inclusive a natureza do combustível fóssil e como ele será tratado no projeto que tramita na Casa e que fixa um teto de 17% do ICMS para combustíveis, energia, transporte público e gás.
A expectativa dos Estados é que o projeto não seja aprovado até os entendimentos dessa comissão. Segundo uma fonte que participou da audiência, a promessa é que o projeto iria caminhar no Senado seguindo a orientação do STF. Esse acordo foi feito pelo relator do projeto, senador Fernando Bezerra (MDB-PE).
“MSN”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


