ECONOMIA
Balança comercial brasileira tem superávit de US$8,225 bi em abril, diz ministério
ECONOMIA
A balança comercial brasileira registrou superávit de 8,225 bilhões de dólares em abril, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta terça-feira (02).
Pesquisa da Reuters com economistas apontava expectativa de saldo positivo de 8,6 bilhões de dólares para o período.
Conforme a Secretaria de Comércio Exterior do MDIC, o resultado em abril representa uma alta de 5,5% em relação ao do mesmo mês do ano anterior, na comparação pelo saldo médio por dia útil.
As exportações somaram 27,365 bilhões de dólares no mês passado, enquanto as importações atingiram 19,140 bilhões de dólares.
De acordo com os dados do MDIC, um dos destaques de abril foi a alta de 38,3% em volume exportado para a Argentina, sendo que, em dólares, o aumento foi de 2,2%. Segundo o subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior, Herlon Brandão, a alta se deve principalmente a produtos como soja e energia elétrica.
“A Argentina é grande produtora de soja, mas tem importado a soja do Brasil para abastecer suas plantas processadoras do produto. A Argentina é um dos maiores produtores globais de biodiesel, e ela precisa deste produto para o biodiesel”, disse Brandão em entrevista coletiva, citando ainda o crescimento das vendas do Brasil para o país vizinho de autopeças, tubos, veículos e energia elétrica.
“Tanto soja quanto energia elétrica, eu associo a uma questão hídrica. Como o país enfrentou uma quebra de safra de soja por questão de seca, isso também afeta a geração de energia elétrica e há maior necessidade da Argentina de compra destes produtos.”
No acumulado de 2023 até abril, o saldo da balança comercial brasileira está positivo em 24,069 bilhões de dólares.
“Reuters”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


