ECONOMIA
Queda no Faturamento do Setor de Máquinas em Julho e Perspectivas para o Futuro
ECONOMIA
Abimaq divulga resultados de faturamento e exportações da indústria de máquinas e equipamentos
O faturamento da indústria de máquinas e equipamentos registrou uma redução de 2,2% em julho deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, totalizando 24 bilhões de reais. No entanto, houve um avanço de 3,2% em relação a junho, conforme divulgado nesta quarta-feira pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).
As exportações do setor cresceram 14,2% em termos anuais, enquanto as importações aumentaram 16,6%, segundo a entidade. Cristina Zanella, diretora-executiva de Economia e Estatística da Abimaq, destacou que o desempenho das exportações em julho foi o melhor para o mês desde o início da série histórica, que começou em 1999. Zanella comentou sobre o desempenho positivo como uma recuperação da desaceleração anterior, com um leve avanço em relação ao ano passado.
A Abimaq projeta uma queda de 7% no faturamento total do setor para este ano, refletindo uma diminuição de 14,3% na receita líquida desde janeiro. No que se refere às exportações, a previsão é de uma redução de 3,4% em comparação com o recorde do ano passado, com uma retração acumulada de 5,7% de janeiro a julho.
Apesar dos desafios, Zanella afirmou que os números de julho estão alinhados com as expectativas de uma melhora no terceiro trimestre. O consumo aparente de máquinas, que inclui tanto equipamentos produzidos nacionalmente quanto importados, apresentou um crescimento de 5,1%, sinalizando uma tendência de recuperação desde o início do segundo trimestre.
Em julho, a indústria de máquinas e equipamentos utilizou 76,1% de sua capacidade instalada, um aumento de 0,3 ponto percentual em relação a junho e 1,1 ponto percentual em comparação com o ano anterior. Contudo, a carteira de pedidos apresentou uma queda de 1,2% mensalmente e de 12,4% em relação ao ano passado, com uma média 8% inferior à observada em 2023.
“Agência Brasil”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


