ECONOMIA
Preços do Etanol Hidratado Caem 4% em São Paulo, Aponta Cepea
ECONOMIA
Flexibilidade nas Negociações e Aumento na Oferta Influenciam o Mercado
O preço médio do etanol hidratado nas usinas de São Paulo sofreu uma redução de aproximadamente 4% na última semana, conforme indicado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) nesta segunda-feira.
Durante a semana passada, algumas usinas precisaram vender o etanol em estoque devido à queda nos preços. O relatório do Cepea, vinculado à Esalq/USP, observa que a necessidade de escoar o volume elevado nos tanques levou essas unidades a flexibilizarem os valores de negociação do biocombustível.
Além disso, outras usinas, antecipando possíveis novas quedas nos preços, intensificaram suas atividades no mercado spot paulista, o que contribuiu para a queda adicional nas médias semanais.
Entre os dias 9 e 13 de setembro, o indicador do etanol hidratado foi registrado a R$ 2,4061 por litro (na usina, excluindo ICMS e PIS/Cofins), marcando uma diminuição de 4,07% em relação à semana anterior. Por outro lado, o etanol anidro apresentou um preço de R$ 2,8551 por litro, com uma redução de 2,75% no mesmo período.
Diante das condições adversas de seca e queimadas, as usinas têm direcionado uma quantidade maior de cana para a produção de etanol do que o planejado, ajustando sua produção conforme as circunstâncias climáticas.
“Portal do Agronegócio”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


