ECONOMIA
PIS/PASEP: trabalhadores receberão R$ 750 dos recursos liberados
Muitos esquecem que tem esse dinheiro
ECONOMIA
Por: Branca Morais
O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse que a liberação de R$ 15,9 bilhões de recursos do PIS/Pasep que estão inativos deve beneficiar diretamente oito milhões de pessoas.
Segundo ele, a maioria dos cotistas receberá cerca de R$ 750. "Os recursos ajudarão na retomada da economia", disse.
O presidente Michel Temer assinou uma medida provisória (MP) na quarta-feira, 23, colocando a ação em vigor.
Terão acesso ao às cotas do fundo mulheres com 62 anos ou mais e homens com mais de 65 anos. Antes da MP editada por Temer, os recursos só poderiam ser liberados quando as pessoas completassem 70 anos.
O valor do abono varia de R$ 78 a R$ 937, dependendo do tempo em que a pessoa trabalhou formalmente em 2016.
Trabalhadores da iniciativa privada retiram o dinheiro na Caixa Econômica Federal, e os servidores públicos, no Banco do Brasil.
É preciso apresentar um documento de identificação e o número do PIS/Pasep.
Tem direito ao abono salarial quem recebeu, em média, até dois salários mínimos mensais com carteira assinada e exerceu atividade remunerada durante, pelo menos, 30 dias em 2016.
É preciso ainda estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e ter os dados atualizados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais.
No caso do PIS, para quem é correntista da Caixa, o pagamento geralmente é feito 2 dias antes do restante dos outros trabalhadores.
Já no caso do Pasep, o crédito em conta para correntistas do Banco do Brasil será efetuado a partir do 3º dia útil anterior ao início de cada período de pagamento.
Segundo as estimativas, 24,12 milhões de trabalhadores poderão receber o benefício. Serão destinados cerca de R$ 16,5 bilhões para pagamento do abono salarial no calendário 2017/2018.
Os recursos começam a ser disponibilizados a partir de outubro.
O ministro comentou, ainda, que o governo vai fazer ampla divulgação de como as pessoas poderão fazer os saques.
"Muitos esquecem que têm esse dinheiro", disse.
Relembrando
O FGTS injetou mais de R$ 190 bilhões na economia em 2016
25% do dinheiro de contas inativas do FGTS foi usado para compras
Dyogo fez questão de citar que o gesto do governo segue o que já havia sido feito com a liberação de R$ 44 bilhões de contas inativas do FGTS.
"Agora, disponibilizamos recursos do PIS/Pasep para ajudar na retomada do varejo", afirmou.
Os cotistas que se enquadrarem nas regras para fazer o saque poderão acessar os recursos do PIS/Pasep pela folha de pagamento das empresas ou de forma automática em conta de depósito, conta poupança ou outra forma de pagamento registrada sob sua titularidade.
A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil divulgarão o calendário de saques dos recursos nas próximas semanas.
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


