ECONOMIA
De acordo com a empresa, esse é um percentual recorde
ECONOMIA
Relatório de resultados operacionais divulgado hoje (22) pela Petrobras destaca que a produção do pré-sal no segundo trimestre deste ano, da ordem de 1,96 milhão de barris de óleo equivalente por dia (boed), representou 70% da produção total da companhia. De acordo com a empresa, esse é um percentual recorde.

A produção média de óleo, de líquido de gás natural (LGN) e de gás natural totalizou 2,8 milhões de boed por dia, 1,1% acima do resultado do primeiro trimestre, devido à continuidade do processo de alavancagem das plataformas P-68 (campos de Berbigão e Sururu) e P-70 (campo de Atapu), que atingiram capacidade máxima de produção permitida, de 161 mil barris de petróleo por dia (bpd), em menos de 13 meses. Contribuiu também para os resultados a estabilização dos níveis de produção das plataformas que realizaram paradas programadas no primeiro trimestre, de modo a maximizar o potencial dos ativos. Isso cria um ciclo virtuoso de geração de valor, segundo a companhia.
Por outro lado, a oferta de gás foi potencializada com o início, em junho, da operação integrada das Rotas 1 e 2 de escoamento de gás da Bacia de Santos, o que permitiu maior flexibilidade devido à melhor distribuição das unidades de produção conectadas ao sistema. Nesse mesmo mês, foi iniciado o escoamento de gás da P-76 em Búzios, contribuindo para o aproveitamento do potencial do campo e viabilizando uma melhor gestão do reservatório e aumento da geração de valor.
O relatório informa que houve expansão da comercialização de derivados no segundo trimestre, atingindo volumes no mercado interno de 1.759 milhões de barris ao dia (Mbpd), com destaque para o aumento das vendas de diesel e gasolina. As vendas de gasolina, por sua vez, alcançaram 435 Mbpd em junho de 2021. No mês de maio, a Petrobras superou novamente o recorde de vendas de diesel S-10, com a comercialização de 450 Mbpd, volume 3% superior ao recorde anterior alcançado em abril deste ano.
Processamento
O processamento de petróleo do pré-sal se manteve elevado no segundo trimestre, representando 54,7% da carga processada no primeiro semestre do ano, alta de 5,3 pontos percentuais em relação ao ano passado e um novo recorde de 898 Mbpd. A Petrobras informou que os petróleos do pré-sal apresentam alto rendimento de derivados de maior valor agregado e possuem baixo teor de enxofre. Isso contribui para uma atividade de refino mais sustentável e para a produção de derivados com essa característica, como o diesel S-10 e o bunker (óleo comestível).
O relatório informa que alinhada à valorização global do óleo combustível de baixo teor de enxofre (BTE), a Petrobras iniciou operações de mistura de petróleos com óleo combustível em busca da melhor rentabilidade. No segundo trimestre deste ano, foi realizada a primeira carga de petróleo Jubarte comercializada como componente de óleo combustível BT. Os resultados econômicos apresentados foram positivos, indicou a companhia.
Ainda segundo o relatório, no dia 28 de junho passado, foi atingido o recorde histórico na oferta de gás natural liquefeito (GNL) regaseificado no país, com vazão instantânea de 42 milhões de metros cúbicos por dia (m³/dia), alcançando, nesse dia, volume de 109 milhões de m³/dia na oferta de gás natural total.
“Agência Brasil”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


