ECONOMIA
Passagens aéreas sobem 89% em 12 meses
ECONOMIA
Em 12 meses, as passagens aéreas acabaram subindo 89%, conforme aponta a prévia da inflação. Nesse sentido, a principal explicação para essa alta está atrelada ao aumento dos combustíveis, sem sombra de dúvidas.
De fato, o querosene de aviões acabou ficando mais caro e, consequentemente, refletiu nos preços das passagens aéreas. Dessa forma, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o querosene subiu em torno de 48,7% do dia 1º de janeiro até 1º de maio.
Além disso, ainda em concordância com a Associação, esse valor do combustível obteve um acúmulo de aproximadamente 92% no ano passado. Por conseguinte, outro fator que influenciou nessa dinâmica foi o conflito no leste europeu entre Rússia e Ucrânia, que impactou diretamente nos custos estruturais das companhias aéreas, com a pressão do preço do barril de petróleo, ocasionando a elevação dos preços de diversos insumos e, entre eles, as passagens aéreas.
Em vista disso, Eduardo Grübler, gestor de renda variável da Warren Asset, listou outros dois motivos que explicam a alta nos preços: a oferta debilitada e a demanda acima do padrão. Dessa forma, Grübler afirma que as “companhias não voltaram para o ritmo do pré-pandemia”, enfatizando que os custos “são impactados por fatores externos, como a cotação do dólar em relação ao real, que indexa mais da metade dos custos do setor”.
Desse modo, é nítido que essas diversas dinâmicas afetaram completamente o preço dos produtos no mundo todo, tornando mais difícil também a aquisição de passagens aéreas.
“Plantão dos Lagos”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


