ECONOMIA
Mercado de milho brasileiro registra cautela enquanto compradores aguardam queda nos preços
ECONOMIA
Com pouca oferta disponível e expectativas de novas quedas, negociações de milho permanecem travadas no Brasil
Ao longo da semana, o mercado brasileiro de milho apresentou preços sustentados, mas as negociações seguiram travadas. Segundo a Safras Consultoria, a limitada disposição dos produtores em ofertar o cereal manteve os compradores cautelosos, que aguardam uma nova queda nos preços para retomar as aquisições.
Essa postura dos produtores está ligada às especulações sobre a paridade de exportação, que apontou um preço de R$ 64,00 por saca para o porto de Santos em setembro. Apesar de alguns consumidores terem buscado lotes no interior do país, a movimentação foi tímida, refletindo a fragilidade dos preços do milho no mercado internacional. Além disso, há expectativa de que, com o vencimento das dívidas dos produtores se aproximando, um maior volume de oferta possa surgir em breve.
No cenário internacional, os preços mantiveram uma tendência de baixa ao longo da semana. Os investidores estão com as atenções voltadas para o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) referente ao mês de agosto, que será divulgado na próxima segunda-feira (12). A expectativa é de que o relatório indique um aumento na produtividade da safra de milho norte-americana.
Preços Internos
Em termos de preços internos, a saca de milho no Brasil foi cotada a R$ 58,34 em 8 de agosto, representando uma alta de 0,86% em comparação aos R$ 57,84 registrados na semana anterior.
No mercado disponível ao produtor, em Cascavel, Paraná, o preço do milho foi cotado a R$ 59,00, um aumento de 1,72% em relação aos R$ 58,00 da semana anterior. Em Campinas/CIF, a cotação subiu 4,84% na semana, passando de R$ 62,00 para R$ 65,00. Na região da Mogiana paulista, o cereal manteve-se estável em R$ 57,00.
Em outras regiões, como Rondonópolis, Mato Grosso, e Erechim, Rio Grande do Sul, os preços permaneceram inalterados em R$ 48,00 e R$ 66,00 por saca, respectivamente. Já em Uberlândia, Minas Gerais, o preço seguiu em R$ 55,00, enquanto em Rio Verde, Goiás, a saca foi mantida em R$ 50,00.
Exportações
As exportações brasileiras de milho geraram uma receita de US$ 710,345 milhões em julho (considerando 23 dias úteis), com uma média diária de US$ 30,884 milhões. No total, o Brasil exportou 3,553 milhões de toneladas de milho, com uma média de 154,515 mil toneladas por dia. O preço médio da tonelada ficou em US$ 199,90.
Comparando com junho de 2023, houve uma queda de 31,4% no valor médio diário das exportações, uma redução de 16% na quantidade média diária exportada e uma desvalorização de 18,4% no preço médio da tonelada. Esses dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
“Portal do Agronegócio”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


