ECONOMIA
Cotações do boi gordo registram alta com menor disponibilidade de oferta e expectativa de maior consumo
ECONOMIA
Encurtamento das escalas de abate e demanda aquecida impulsionam os preços da arroba
O mercado físico do boi gordo apresentou novas valorizações ao longo da semana no Brasil. Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a redução das escalas de abate, atualmente entre cinco e seis dias úteis, tem sido um dos principais fatores para a alta nas cotações da arroba.
Outro fator que impulsiona esse movimento é a expectativa de um aumento no consumo de carne bovina, impulsionado pelo ingresso dos salários na economia e pela proximidade do feriado de Páscoa. Além disso, Maia destaca que as exportações brasileiras de carne bovina seguem em patamares elevados, reduzindo a oferta disponível no mercado interno.
No dia 3 de abril, os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do país foram os seguintes:
- São Paulo (Capital): R$ 325,00 a arroba, avanço de 1,56% em relação ao fechamento da última semana (R$ 320,00);
- Goiás (Goiânia): R$ 320,00 a arroba, alta de 3,23% frente aos R$ 310,00 registrados na semana anterior;
- Minas Gerais (Uberaba): R$ 305,00 a arroba, valor estável em comparação com a semana passada;
- Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 320,00 a arroba, acréscimo de 1,59% sobre os R$ 315,00 da última semana;
- Mato Grosso (Cuiabá): R$ 310,00 a arroba, elevação de 1,64% ante os R$ 305,00 da semana anterior;
- Rondônia (Vilhena): R$ 285,00 a arroba, incremento de 3,64% em relação aos R$ 275,00 registrados na última semana.
Mercado atacadista mantém preços estáveis, mas tendência é de alta
No segmento atacadista, os preços permaneceram estáveis ao longo da semana, embora haja expectativa de valorização no curto prazo, impulsionada por uma demanda mais aquecida na primeira metade de abril.
O quarto traseiro do boi foi cotado a R$ 25,50 por quilo, sem variações em relação ao fechamento da semana anterior. Já o quarto dianteiro manteve-se em R$ 18,50 por quilo, também sem mudanças em comparação à semana passada.
“Portal do Agronegócio”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


