ECONOMIA
Correios registram lucro de R$ 1,53 bilhão em 2020
Em abril, Câmara dos Deputados aprovou regime de urgência para o projeto de lei que abre caminho para a privatização da estatal.
ECONOMIA
Por G1
Os Correios registraram lucro líquido de R$ 1,53 bilhão em 2020, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (27) no Diário Oficial da União. O resultado representa um forte salto frente ao ganho de R$ 102,1 milhões obtido em 2019.
Trata-se do 4º ano seguido de resultados no azul após 4 anos de prejuízos.
Já o patrimônio líquido da companhia subiu em 2020 para R$ 949,7 milhões, ante R$ 146,8 milhões em 2019. Segundo o balanço, o capital social da empresa atingiu R$ 3,382 bilhões no final do ano passado, constituído integralmente pela União.
Na fila para privatização
O governo publicou no mês de abril um decreto presidencial que inclui a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) no Programa Nacional de Desestatização (PND).
A desestatização dos Correios depende ainda de aprovação no Congresso Nacional projeto de lei que quebra o monopólio e regulamenta a abertura do setor postal à iniciativa privada.
No fim de fevereiro, o presidente Jair Bolsonaro foi pessoalmente ao Congresso entregar o projeto de lei que abre caminho para a privatização da estatal. O texto prevê a transformação dos Correios, hoje 100% estatais, em uma sociedade de economia mista. No dia 20 de abril, a Câmara aprovou o regime de urgência para o projeto.
"A segunda fase dos estudos segue ao longo de 2021 sob a coordenação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e detalhará o modelo de desestatização aprovado pelo CPPI de alienação de controle societário (venda de parcela majoritária das ações e transferência do controle para o privado) em conjunto com a concessão dos serviços postais universais", informa o balanço dos Correios.
´´G1/Globo“
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


