ECONOMIA
Conselho de diretores vota hoje a aprovação do novo presidente da Petrobras
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A reunião do conselho administrativo da Petrobras acontece nesta terça-feira (23) para aprovar ou não o nome indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para comandar a estatal. Caso os onze membros decidam rejeitar a indicação do general Joaquim Silva e Luna , ex-presidente da Itaipu Binacional, Bolsonaro pode acionar a empresa na justiça por abuso de poder.
Como acionista controlador, cabe ao governo da prerrogativa de destituir os conselheiros indicados, inclusive o conselheiro-presidente Roberto Castello Branco. Bolsonaro afirmou que não o reconduzirá após o término do mandato, em 20 de março, inclusive criticou a conduta de trabalho dele e o desempenho da estatal.
O conselho administrativo da Petrobras é formado por 11 membros e a deliberação para aprovação do novo presidente precisa de maioria qualificada, ou seja, dois terços dos votos (66,6%). Em caso de empate, cabe ao presidente do conselho a decisão final. O voto de cada mebro deve ser justificado em bases técnicas, e mostrar que o motivo da escolha visa o melhor desempenho da companhia.
Caso a União, acionista majoritária, insista em na troca à revelia da decisão do conselho, haverá implicação jurídica contra a empresa. A acusação de abuso de poder se configura caso a União tenha causado prejuízo ou estresse financeiro à companhia. A Lei das SAs (Lei das Sociedades por Ações), à qual as empresas de capital misto com ações em Bolsa se submetem, prevê que o governo deve usar o poder para que a empresa realize seu dever social.
"economia.ig"
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


