ECONOMIA
Brasil não lidera o ranking na projeção do FMI de crescimento de crescimento do PIB
ECONOMIA
É enganoso afirmar que o Brasil aparece em primeiro lugar no ranking da projeção de crescimento econômico elaborado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Publicações com essa alegação foram visualizadas mais de 420 mil vezes desde 27 de julho de 2023. Entre todos os países que tiveram suas previsões de crescimento revisadas, o Brasil, de fato, foi o que apresentou a maior diferença. Mas não lidera, contudo, a lista dos países que mais crescerá neste ano.
A alegação circula junto a uma lista de países e suas respectivas previsões de crescimento do PIB feitas pelo FMI.
Em julho de 2023, o FMI divulgou seu relatório intitulado “Atualização das Perspectivas da Economia Mundial”. O documento revisa projeções publicadas em seu relatório de abril de 2023.
Nesse contexto, as publicações virais sugerem, por meio de uma lista, que o Brasil apresenta o maior percentual de crescimento previsto pelo Fundo.
Mas isso não é verdade: de acordo com o FMI, há outros países com projeções de crescimento econômico para 2023 superiores ao do Brasil.
Enquanto a previsão para o Brasil é de 2,1% para 2023, outras economias apresentam percentuais maiores. É o caso, por exemplo, de Espanha, com crescimento de 2,5%; México, com 2,6%; Nigéria, com 3,2%; China, com 5,2%; e Índia, com 6,1%.
Isso pode ser observado na tabela abaixo, divulgada pelo FMI em julho de 2023:
O que o Brasil lidera, na verdade, é o ranking das economias que tiveram suas projeções revisadas no último mês de julho em relação aos números sugeridos em abril de 2023.
A diferença aparece no quadro “Panorama das projeções de Perspectivas da economia mundial” do relatório de julho de 2023.
Esse dado foi ressaltado, inclusive, em veículos de comunicação (1, 2, 3) e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin em suas redes sociais.
“AFP”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


