Boletim de subscrição de cotas do Bndespar deve ser assinado neste mês
BNDES aprova contratação de fundo de fomento para ação socioambiental
ECONOMIA
A BNDES Participações (Bndespar), subsidiária do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), vai subscrever cotas do Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia Vox Tech for Good Growth (FIP Vox TFGG), no montante de até R$ 125 milhões. A operação foi aprovada hoje (5) pelo banco. O boletim de subscrição tem previsão de ser assinado ainda este mês.

De acordo com o BNDES, o fundo deverá fomentar empresas emergentes de todo o país que apresentem soluções inovadoras e capazes de gerar impacto positivo para a sociedade e para o meio ambiente. A operação ocorre no âmbito da chamada pública para seleção de fundos de impacto, lançada pelo banco em julho do ano passado.
O objetivo é estimular negócios que apoiem gestão de resíduos, moradia, acessibilidade digital, meio ambiente, transporte, recursos hídricos, saneamento básico e educação. Visando atrair investimentos privados, o BNDES decidiu aplicar até 25% do valor total de cada fundo. O restante será captado no mercado.
O FIP Vox TFGG foi um dos três fundos de investimento em participações (FIPs) voltados a negócios de impacto selecionados pelo BNDES na chamada pública. Alinhada ao Plano Trienal 2020-2022 do BNDES, a seleção incentivou o investimento em ações de impacto no país, em prol da agenda ambiental, governança e social (AGS), da sustentabilidade financeira e do desenvolvimento do mercado de capitais.
Os outros dois fundos selecionados pelo banco foram o LGEF I – Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia e o Althelia Biodiversity Fund Brazil FIP Multiestratégia. O LGEF I já teve o boletim de subscrição (BS) aprovado e assinado em março deste ano, enquanto o Althelia Biodiversity continua em análise, sem previsão ainda de quando ocorrerá a assinatura do BS, informou à Agência Brasil o BNDES, por meio de sua assessoria de imprensa.
“EBC”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


