ECONOMIA
Agricultura aprova exportação facilitada de miúdos bovinos não consumidos no Brasil
Gomes de Matos acredita que o projeto dará maior segurança jurídica para estabelecimentos sujeitos a fiscalização estadual ou municipal
ECONOMIA
Por Agência Câmara
A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural aprovou proposta que facilita a exportação de despojos e miúdos de origem animal não consumidos normalmente pela população brasileira, mas comuns em outros países, como China. Entre os produtos estão a artéria aorta, o ligamento cervical, a medula espinhal e o útero de bovinos.
O texto aprovado é um substitutivo do deputado Raimundo Gomes de Matos ao Projeto de Lei 4314/16, do deputado Jerônimo Goergen (PP-RS). A proposta altera a Lei 1.283/50, que trata sobre a inspeção industrial e sanitária dos produtos de origem animal.
O projeto original mudava o Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (RIISPOA), previsto no Decreto 30.691/52. A norma, em vigor à época da apresentação do projeto, foi revogada pelo Decreto 9.013/17.
Pela proposta, as empresas vinculadas a serviços estaduais e municipais de inspeção de produtos de origem animal podem enviar subprodutos do abate, como miúdos e despojos de bovinos, para processamento e exportação por empresas habilitadas ao comércio internacional.
Segundo Matos, o projeto continua oportuno por dar “maior segurança jurídica” para os estabelecimentos com fiscalização estadual ou municipal que enviam miúdos e despojos de bovinos e bubalinos.
Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
ÍNTEGRA DA PROPOSTA:
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


