CRIME
PMs são afastados por suspeita de envolvimento na execução de delator do PCC
CRIME
Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, delator da facção criminosa, foi executado no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Ao todo, oito policiais acabaram afastados
Anselmo Becheli Santa Fausta, conhecido como Cara Preta, foi assassinado a mando de Vinícius Gritzbach em 2021.
Força-tarefa
Segundo a SSP, os oito policiais afastados nesta terça-feira já eram alvo de investigações pela corregedoria da PM desde o mês passado. De acordo com informações do portal g1, as investigações começaram após denúncias de que esses agentes faziam segurança particular para Vinícius. O “bico” fora do expediente e sem autorização é considerado irregular pela PM.
A força-tarefa da SSP que investiga a execução de Antônio Vinicius Lopes Gritzbach foi instaurada pelo governo paulista na nesta segunda-feira (11/11).Titular da pasta, Guilherme Derrite afirmou, em coletiva de imprensa, que, apesar dos assassinos utilizarem máscaras e luvas, após o crime, foi possível periciar o carro que eles utilizavam, encontrado no dia seguinte.
“Quando os criminosos estavam neste veículo, já não dispunham mais, segundo informações, de balaclava, de luva, ou seja, com os devidos cuidados que estavam quando cometeram o crime”, comentou o secretário. No dia seguinte ao crime, o carro dos criminosos juntamente com uma mochila foram encontrados a sete quilômetros do aeroporto. Derrite afirmou que, quando os agentes chegaram ao local, encontraram armas e materiais utilizados pelos atiradores. Além destes, foram encontrados, segundo o chefe da pasta, materiais combustíveis, que indicavam que os criminosos tinham a intenção de queimar as evidências. “Por que isso acaba sendo positivo para a investigação? Porque foi feita uma perícia longa e exaustiva, e material genético foi colhido nesse veículo. O armamento vai passar por peritos também”, afirmou Derrite.
Ao Correio, a Secretaria de Segurança de São Paulo afirmou que, além dos oito policiais afastados, outros agentes são investigados sob segredo de justiça “há cerca de um mês”. As apurações também abrangeram a Polícia Civil.
“As corregedorias das duas instituições (Civil e Militar) acompanham as investigações para que todas as medidas pertinentes sejam adotadas, reiterando o compromisso e respeito às leis, à transparência e à imparcialidade”, concluiu a SSP.
CRIME
Bebida foi batizada com metanol para “transformar uma garrafa em duas”, diz Padi
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que a contaminação por metanol nas bebidas alcoólicas teria ocorrido no pós produção, e revelou que o antídoto importado, chamado fomepizol, deve chegar nesta semana, durante entrevista à TV Fórum nesta segunda-feira (6).
Padilha explicou que tudo indica que a adulteração ocorre após a produção, o que dificulta a retirada preventiva dos lotes. “Quando o crime acontece na produção, é possível rastrear o lote e retirar de circulação. Mas, neste caso, tudo sugere que a adulteração é posterior”, afirmou, ressaltando que o objetivo dos criminosos é “transformar uma garrafa em duas”.
Ele destacou ainda que o governo já garantiu o estoque de antídoto contra o metanol, após uma operação emergencial de compra. Foram adquiridas doses de etanol farmacêutico e fomepizol, medicamento de uso raro que precisou ser importado com apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
“Não é um medicamento de circulação mundial. Tivemos que contatar o produtor e fazer a encomenda de forma emergencial, de sexta para sábado. A expectativa é que o fomepizol chegue nesta semana”, explicou o ministro.
O antídoto será distribuído em centros regionais de referência espalhados pelo país, com nove unidades em São Paulo.
As vigilâncias sanitárias seguem realizando visitas e apreensões de bebidas suspeitas em bares, mercados e distribuidoras. Em alguns casos, as polícias civil e federal têm feito o encaminhamento e a destruição das garrafas apreendidas, após os testes laboratoriais.
Padilha também respondeu sobre a conversa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, a respeito das sanções sofridas pelo país, por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e figuras públicas, como ele próprio e sua família, que foram impedidos de renovar vistos.
Ele destacou que as medidas dos EUA tiveram o efeito contrário ao pretendido, dando ainda mais visibilidade internacional ao Brasil, minutos antes de ser divulgada que a conversa de Lula e Trump havia sido feita nesta segunda.
“Eu sempre vejo o diálogo e a negociação como algo positivo. O que fizeram comigo foi um tiro pela culatra, porque conseguimos ter mais visibilidade ainda no evento da Opas”, afirmou o ministro, em referência à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
Padilha disse que, após o episódio, recebeu solidariedade de cou.olegas e ministros de outros países, e que a intervenção brasileira ganhou destaque durante a conferência internacional. “Vários colegas entraram em contato conosco. A intervenção teve uma visibilidade ainda maior no plenário, e vamos continuar fazendo as agendas com a Opas. Esta semana irei para outras agendas, na Europa e na China, fortalecendo nossas parcerias”, complet

