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Metanol: confira quais as bebidas são mais suscetíveis à adulteração
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As bebidas destiladas, como vodca, gin e cachaça, são as mais propensas à adulteração por metanol, devido a fatores técnicos e financeiros. A informação foi compartilhada por Ubiracir Lima, químico industrial e conselheiro do Conselho Federal de Química, em meio à atual crise de intoxicação por metanol no Brasil.
No caso da cerveja, a presença de metanol é mínima devido ao seu processo de fabricação. A bebida necessita de um polissacarídeo específico, a pectina, para gerar metanol durante a fermentação, resultando em quantidades muito pequenas, diferentemente do processo utilizado na produção de bebidas destiladas.
Identificação de bebidas adulteradas
Pesquisadores de diversas universidades brasileiras estão desenvolvendo e adaptando métodos químicos para detectar a presença de metanol em bebidas. Entre as iniciativas, destacam-se os testes colorimétricos, que permitem identificar a presença da substância por meio de reações químicas que produzem alterações de cor.
O método cromatográfico, considerado clássico e mais preciso, também é utilizado, embora seja mais complexo e demorado. Para o momento atual, os testes colorimétricos apresentam-se como alternativa mais prática, oferecendo resultados do tipo positivo ou negativo.
Prevenção e cuidados na compra
Para evitar o consumo de bebidas adulteradas, é fundamental desconfiar de preços muito abaixo da média do mercado. Além disso, é importante verificar o estado de conservação do produto, observando se há lacres rompidos ou outras alterações na embalagem.
Quanto ao tipo de embalagem, as latas apresentam um processo de fechamento mais sofisticado em comparação com as garrafas, o que pode dificultar eventuais adulterações. Garrafas podem ser mais suscetíveis a alterações devido à relativa simplicidade do processo de fechamento.
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Bebida foi batizada com metanol para “transformar uma garrafa em duas”, diz Padi
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que a contaminação por metanol nas bebidas alcoólicas teria ocorrido no pós produção, e revelou que o antídoto importado, chamado fomepizol, deve chegar nesta semana, durante entrevista à TV Fórum nesta segunda-feira (6).
Padilha explicou que tudo indica que a adulteração ocorre após a produção, o que dificulta a retirada preventiva dos lotes. “Quando o crime acontece na produção, é possível rastrear o lote e retirar de circulação. Mas, neste caso, tudo sugere que a adulteração é posterior”, afirmou, ressaltando que o objetivo dos criminosos é “transformar uma garrafa em duas”.
Ele destacou ainda que o governo já garantiu o estoque de antídoto contra o metanol, após uma operação emergencial de compra. Foram adquiridas doses de etanol farmacêutico e fomepizol, medicamento de uso raro que precisou ser importado com apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
“Não é um medicamento de circulação mundial. Tivemos que contatar o produtor e fazer a encomenda de forma emergencial, de sexta para sábado. A expectativa é que o fomepizol chegue nesta semana”, explicou o ministro.
O antídoto será distribuído em centros regionais de referência espalhados pelo país, com nove unidades em São Paulo.
As vigilâncias sanitárias seguem realizando visitas e apreensões de bebidas suspeitas em bares, mercados e distribuidoras. Em alguns casos, as polícias civil e federal têm feito o encaminhamento e a destruição das garrafas apreendidas, após os testes laboratoriais.
Padilha também respondeu sobre a conversa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, a respeito das sanções sofridas pelo país, por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e figuras públicas, como ele próprio e sua família, que foram impedidos de renovar vistos.
Ele destacou que as medidas dos EUA tiveram o efeito contrário ao pretendido, dando ainda mais visibilidade internacional ao Brasil, minutos antes de ser divulgada que a conversa de Lula e Trump havia sido feita nesta segunda.
“Eu sempre vejo o diálogo e a negociação como algo positivo. O que fizeram comigo foi um tiro pela culatra, porque conseguimos ter mais visibilidade ainda no evento da Opas”, afirmou o ministro, em referência à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
Padilha disse que, após o episódio, recebeu solidariedade de cou.olegas e ministros de outros países, e que a intervenção brasileira ganhou destaque durante a conferência internacional. “Vários colegas entraram em contato conosco. A intervenção teve uma visibilidade ainda maior no plenário, e vamos continuar fazendo as agendas com a Opas. Esta semana irei para outras agendas, na Europa e na China, fortalecendo nossas parcerias”, complet

