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Juiz de MT recebeu salário de meio milhão em julho

Mesmo com os descontos de impostos, o valor líquido ainda resultou em R$ 415.693,02

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Em tempos de vacas magras e cortes nos gastos públicos, o juiz da 6ª Vara da Fazenda Pública de Sinop, Mirko Vincenzo Giannotte, não tem do que reclamar. Sua folha de pagamento referente a julho apresenta o valor bruto de R$ 503.928,79.

O montante é resultado da soma da remuneração (R$ 300.283,27), com indenizações (R$ 137.522,61), vantagens eventuais (R$ 40.342,96) e gratificações (R$ 25.779,95). Mesmo com os descontos de impostos, o valor líquido ainda resultou em R$ 415.693,02.

Fora isso, o magistrado também recebeu no mesmo mês R$ 2,5 mil em diárias.

Indignado com a repercussão de seu alto pagamento, o magistrado se pronunciou por meio de um grupo de whatsapp, afirmando que o pagamento tem correção dos últimos 10 anos e que não se trata de nenhuma ilegalidade ou imoralidade.

No texto, ele também argumentou que o valor pago é referente à diferença de Entrâncias – caracterizada pelo tamanho da comarca. Giannotte também afirmou que ainda possui outras duas parcelas de igual valor para receber.

“E mais: tenho outras 2 parcelas iguais a receber. PROMETO q assim q sair mando COPIA do ‘HOLLERITH’ para q não percam os ‘seus valorosos tempos’ em procurar ao invés de trabalharem e serem produtivos (SIC)”, afirmou por meio de mensagens instantâneas.

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Outro lado

Confira a mensagem do juiz na íntegra:

"O q se pagou foi DIFERENCA DE ENTRANCIA. Exemplo: Juiz de Porto dos Gauchos q atua em Rondonopolis, ou o de Sto Antonio q atua em Cuiaba, de maneira designada, sendo estas Comarcas de ENTRANCIA ESPECIAL, e as outras de PRIMEIRA ENTRANCIA. Ha uma diferenca de valor de subsidio pago entre a PRIMEIRA E OUTRAS ENTRANCIAS. Esse um exemplo. Nisso tudo tem a correcao dos ultimos 10 anos e todos os seus reflexos e verbas reflexas. Isso é perfeitamente normal, nao ilegal e nem mesmo imoral. Se partirmos do preceito generico de imoralidade, a JUSTICA TRABALHISTA vive conferindo ADICIONAIS DE PERICULOSIDADE, INSALUBRIDADE, HORAS EXTRAS, alem de VERBAS por DESVIO DE FUNCAO. Calcule vc que algumas destas verbas trabalhistas pagas sao bem generosas e sempre, evidente, alcancadas pelo beneficiario por intermedio de uma advogado, Profissao q exerci por 10 anos, ostentando a LIMPA FICHA PROFISSIONAL da ADVOCACIA, debaixo do OAB/MT 4673. Quanto a IMORALIDADE, assim nao creio, pq LEIS q jazem no cenário bem antes de eu ter nascido. Muitos q dizem asneiras foram forjados no seio de suas familias "amamentados" por esta "hoje dita imoralidade". Fácil: elejam representantes p controlar esse "MANICÔMIO DE LEIS" q è a NACAO BRASILEIRA, inclusive c BELA REFORMA ADMINISTRATIVA e TRABALHISTA. Inclusive alguns "justiceiros" e "intelectuais de orelha de livros" de ultima hora, q jogam esse tipo de noticias ao vento, elegem representantes de que nada servem e as vezes, mama das tetas daquilo queba conveniencia deles para o fim especifico "nada tem de imoral". Logo, nao seria justo e nem mesmo coerente alguns grupos de advogados, quero crer isolados, mas tentando fazer coro no meio de muitos, iniciarem a desenvolver teses medicres "de galera", como q estivessem querendo servir um banquete para 250 pessoas, se utilizando de apenas 1 coxa de frango. E mais: tenho outras 2 parcelas iguais a receber. PROMETO q assim q sair mando COPIA do "HOLLERITH" para q nao percam os "seus valorosos tempos" em procurar ao invés de trabalharem e serem produtivos (SIC)".

Fonte: Isso é Notícia

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Governo desmente notícia de que arroz importado é de plástico ou contaminado

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BRASÍLIA – O Ministério da Agricultura  desmentiu nesta quarta-feira, 29, em nota, uma notícia falsa de que o arroz importado está contaminado ou é de plástico. Segundo a pasta, as alegações são mentirosas. “O Ministério da Agricultura fiscaliza alimentos que entram no País, e o edital da Conab especifica o tipo de arroz a ser adquirido”, esclarece a pasta.

O ministério lembrou que a autorização do governo para a importação de até 1 milhão de toneladas de cereal beneficiado pela  Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) visa garantir o abastecimento alimentar em todo o território nacional, que poderia ser comprometido pelos impactos das enchentes à produção gaúcha.

“Diante dessas medidas, produtores de desinformação criaram narrativas inverídicas sobre o produto a ser importado. Dentre esses boatos, existe a alegação de que o arroz importado seria contaminado por vermes, vírus ou outros parasitas nocivos ao ser humano. A legislação brasileira e os acordos internacionais para o trânsito de produtos vegetais e insumos agrícolas entre países estabelecem regras para garantia da qualidade, segurança e conformidade dos produtos, bem como a avaliação do risco de disseminação de pragas”, esclareceu o ministério.

A governo ressaltou que, no Brasil, a fiscalização e o controle são feitos por meio do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) do Ministério da Agricultura. “Os procedimentos e exigências fitossanitárias são específicos para cada tipo de mercadoria, incluindo sementes e mudas, bebidas, alimentos e insumos agropecuários”, acrescentou.

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Segundo o ministério, também é mentira que o arroz importado seria “de plástico”. “O aviso de compra pública divulgado pela Conab para aquisição do grão é explícito ao especificar como objeto ‘arroz beneficiado, polido, longo fino, tipo 1, safra 2023/2024′?, diz a nota.

A oferta de arroz no País, segundo o governo, é regulamentada pela instrução normativa 6/2009. A norma reconhece apenas grãos provenientes da espécie Oryza sativa L. e classifica o produto em dois grupos: arroz em casca (natural ou parbolizado) e arroz beneficiado (integral, polido, parbolizado integral e parbolizado polido).

Supermercados

O governo federal estima que o arroz que será importado pela Conab deve chegar às gôndolas dos supermercados em até 40 dias, segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.

“O tempo de chegada vai depender do local do fornecedor do arroz, porque, se vier da Ásia, demora um pouco mais que o dos players do Mercosul. Acredito que em 30 a 40 dias esse arroz estará nas gôndolas dos supermercados ao consumidor”, disse Fávaro, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro da EBC.

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O arroz importado pelo governo será comercializado a R$ 20 por pacote de 5kg, com identificação do governo federal, embalado na origem e preço tabelado, segundo Fávaro. O arroz a ser comprado será o agulhinha tipo 1.

“A medida provisória do Executivo autorizou compra de até 1 milhão de toneladas. Iremos comprar somente o necessário até o mercado se estabilizar mantendo níveis razoáveis de preço ao consumidor”, afirmou. Segundo ele, não haverá racionamento na quantidade de venda por consumidor.

O ministro refutou a ideia de que a medida para importação do arroz pelo governo seja intervenção estatal. “O governo não quer intervir no mercado, mas o mercado deve voltar logo ao preço justo com o combate à especulação. Estamos longe de qualquer intervenção, até porque se o Brasil produz em torno de 10,5 milhões de toneladas de arroz, 300 mil toneladas não farão intervenção”, defendeu.

Ele também disse que o governo não planeja afrontar os produtores com a medida. “Sabemos que o Rio Grande do Sul tem estoque suficiente e não há risco de desabastecimento, mas o governo precisa coibir a especulação. O preço do arroz subiu de 30% a 40% em um mês, o que é inconcebível. Não precisaríamos importar se tivesse situação normal”, disse.

“MSN”

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