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Exclusivo: Presidiários do Ferrugem em Sinop, teriam voltado a fazer greve de fome

A movimentação teria começado ontem (13)

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Por: Joel Teixeira 

Através de fontes, a reportagem do TV Notícias, recebeu a informação de que reeducandos da cadeia Pública, Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira conhecida como Ferrugem, estão entrando novamente em greve de fome. A manifestação seria por melhorias no atendimento médico, transferências e condições estruturais na cadeia. A maioria das reclamações é por causa da superlotação. Parte dos reeducandos que não quer aderir ao manifesto, estaria sendo pressionada pelos colegas de cela para os acompanhar na greve.  

No dia 06/11 a greve de fome foi anunciada, mas não se tem notícias sobre o fim da manifestação ou se ela perdeu forças. Várias unidades prisionais participaram do movimento: A Penitenciária Central do Estado (PCE), o Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC) e o presídio feminino Ana Maria do Couto, em Cuiabá. Alguns presos da Cadeia Pública do Capão Grande, em Várzea Grande, Campo Novo do Parecis, Comodoro, Primavera do Leste, Sinop, Alto Araguaia, Cáceres, Água Boa, Sorriso, Lucas do Rio Verde e Alta Floresta.

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Em outubro, na PCE ( Penitenciária Central – Cuiabá ) 60 presos foram diagnosticados com tuberculose, suspeita-se que a contaminação é por causa da aglomeração dos detentos em local sem higiene e ventilação adequadas.

No Brasil, a tuberculose é um sério problema da saúde pública, com profundas raízes sociais.  À cada ano, são notificados aproximadamente 70 mil casos novos e ocorrem 4,5 mil mortes em decorrência da doença. A tuberculose tem cura, o tratamento é gratuito e disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde. Portadores de HIV, são mais susceptíveis à doença.

A Sejudh ( Secretaria Estadual de Direitos Humanos), disse que o fornecimento de remédios contra a tuberculose aos reeducandos doentes é de responsabilidade dos municípios. Segundo a Secretaria, novos médicos devem ser contratados para ampliar o atendimento no sistema penitenciário de Mato Grosso.

 

Recentemente, o Delegado Regional da Polícia Judiciária Civil, Sérgio Ribeiro, em entrevista ao programa “SBT Comunidade” em Sinop, disse que não se tem motivos para a greve, que as manifestações que aconteceram com a participação de familiares de presos, na BR 163, com queimas de pneus são a mando de organizações criminosas, para afrontar o “sistema”. Que a intenção dos reeducandos é “desviar a atenção da sociedade” para praticar fugas, como a que houve em Rondonópolis, na madrugada de sexta-feira dia (10). Bandidos explodiram o muro da Penitenciária Mata Grande e 32 presidiários fugiram. A polícia conseguiu recapturar parte dos fugitivos.

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Segundo o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), Mato Grosso é o 10° estado com maior número de presos provisórios, são 45,67%. Até Fevereiro deste ano, a Sejudh afirmou que havia 11,2 mil presos no sistema carcerário do Estado.

A nossa reportagem não conseguiu falar com a direção do presídio Ferrugem, até o fechamento desta matéria.

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Governo desmente notícia de que arroz importado é de plástico ou contaminado

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BRASÍLIA – O Ministério da Agricultura  desmentiu nesta quarta-feira, 29, em nota, uma notícia falsa de que o arroz importado está contaminado ou é de plástico. Segundo a pasta, as alegações são mentirosas. “O Ministério da Agricultura fiscaliza alimentos que entram no País, e o edital da Conab especifica o tipo de arroz a ser adquirido”, esclarece a pasta.

O ministério lembrou que a autorização do governo para a importação de até 1 milhão de toneladas de cereal beneficiado pela  Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) visa garantir o abastecimento alimentar em todo o território nacional, que poderia ser comprometido pelos impactos das enchentes à produção gaúcha.

“Diante dessas medidas, produtores de desinformação criaram narrativas inverídicas sobre o produto a ser importado. Dentre esses boatos, existe a alegação de que o arroz importado seria contaminado por vermes, vírus ou outros parasitas nocivos ao ser humano. A legislação brasileira e os acordos internacionais para o trânsito de produtos vegetais e insumos agrícolas entre países estabelecem regras para garantia da qualidade, segurança e conformidade dos produtos, bem como a avaliação do risco de disseminação de pragas”, esclareceu o ministério.

A governo ressaltou que, no Brasil, a fiscalização e o controle são feitos por meio do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) do Ministério da Agricultura. “Os procedimentos e exigências fitossanitárias são específicos para cada tipo de mercadoria, incluindo sementes e mudas, bebidas, alimentos e insumos agropecuários”, acrescentou.

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Segundo o ministério, também é mentira que o arroz importado seria “de plástico”. “O aviso de compra pública divulgado pela Conab para aquisição do grão é explícito ao especificar como objeto ‘arroz beneficiado, polido, longo fino, tipo 1, safra 2023/2024′?, diz a nota.

A oferta de arroz no País, segundo o governo, é regulamentada pela instrução normativa 6/2009. A norma reconhece apenas grãos provenientes da espécie Oryza sativa L. e classifica o produto em dois grupos: arroz em casca (natural ou parbolizado) e arroz beneficiado (integral, polido, parbolizado integral e parbolizado polido).

Supermercados

O governo federal estima que o arroz que será importado pela Conab deve chegar às gôndolas dos supermercados em até 40 dias, segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.

“O tempo de chegada vai depender do local do fornecedor do arroz, porque, se vier da Ásia, demora um pouco mais que o dos players do Mercosul. Acredito que em 30 a 40 dias esse arroz estará nas gôndolas dos supermercados ao consumidor”, disse Fávaro, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro da EBC.

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O arroz importado pelo governo será comercializado a R$ 20 por pacote de 5kg, com identificação do governo federal, embalado na origem e preço tabelado, segundo Fávaro. O arroz a ser comprado será o agulhinha tipo 1.

“A medida provisória do Executivo autorizou compra de até 1 milhão de toneladas. Iremos comprar somente o necessário até o mercado se estabilizar mantendo níveis razoáveis de preço ao consumidor”, afirmou. Segundo ele, não haverá racionamento na quantidade de venda por consumidor.

O ministro refutou a ideia de que a medida para importação do arroz pelo governo seja intervenção estatal. “O governo não quer intervir no mercado, mas o mercado deve voltar logo ao preço justo com o combate à especulação. Estamos longe de qualquer intervenção, até porque se o Brasil produz em torno de 10,5 milhões de toneladas de arroz, 300 mil toneladas não farão intervenção”, defendeu.

Ele também disse que o governo não planeja afrontar os produtores com a medida. “Sabemos que o Rio Grande do Sul tem estoque suficiente e não há risco de desabastecimento, mas o governo precisa coibir a especulação. O preço do arroz subiu de 30% a 40% em um mês, o que é inconcebível. Não precisaríamos importar se tivesse situação normal”, disse.

“MSN”

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