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Avião ‘Ferrari’ de milionário brasileiro vai à leilão por sonegação à Receita
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Por Carlos Martins
Um dos mais exóticos aviões no Brasil, de origem italiana, vai a leilão pela Receita Federal após ser apreendida de um milionário brasileiro.
O Piaggio P180 Avantti II é um turboélice executivo com um design único, seguindo uma prática similar ao que a Ferrari faz em seus carros superesportivos.
O avião chama a atenção pelo motor, que é virado para trás, com hélices propulsoras e não tratoras como é a configuração típica, ele tem também uma asa na parte traseira e conta com os canards iguais aos dos caça Gripen da FAB – esses são pequenas asas na frente da aeronave, que cumprem a função de estabilizadores horizontal. Este exótico design foi concebido pela Piaggio Aerospace, que tem como investidor Piero Ferrari, único filho vivo de Enzo Ferrari e atual dono de 10% da fabricante italiana.
O modelo chamou a atenção do empresário goiano Djalma Rezende, dono de um grande escritório de advocacia na capital de Goiás. Ele comprou a aeronave em 2012, através da Algar Aviation, num evento que reuniu mais de 500 convidados, dentre eles Felipe Massa, na época piloto de Fórmula 1 da Scuderia italiana. Inclusive, a compra lhe deu direito ao uso de símbolos da fabricante de carros italiana.
A festa virou notícia em vários jornais e Rezende sempre aparecia na TV, sendo a reportagem mais conhecida, aquela sobre seu casamento (acima), que custou, na época, R$ 8 milhões de reais. Inclusive, os convidados para foram transportados até Goiânia a bordo do próprio P180, de matrícula PP-DLA, que acabou sendo uma das atrações do evento.
No entanto, três anos depois veio uma má notícia: o avião foi apreendido pela Receita Federal por suspeita de sonegação de imposto, mas não por parte do advogado, e sim da Algar Aviation.
O imbróglio
A empresa fez uma proposta de venda da aeronave nova para Rezende, que por sua vez fechou negócio, celebrado na festa de entrega. Porém, para a Receita Federal, a Algar alegou que o turboélice seria para uso próprio no ramo de táxi aéreo, sendo adquirido através de leasing (aluguel) da empresa americana SFG Aircraft.
Com isso, por se tratar de uma aeronave de uso comercial e não privado, e através do regime de leasing e não de venda, estaria sujeita a um regime especial de tributação, onde a Algar estaria pagando bem menos impostos.

O empresário, inclusive, fez três pagamentos antecipados. Numa reportagem da TV Record ele compartilhou sua versão e explicou que não sabia que não era o dono do avião. Para ele, toda a documentação indicava que ele estava comprando o turboélice.
A Algar teria sonegado metade do IPI devido, além de ter vendido um avião do qual não era a dona e que até hoje consta na ANAC como proprietária, mesmo depois do contrato de aluguel entre a Algar e a SFG ter terminado em 2015. Para piorar, com o fim do contrato, o turboélice deveria ter sido devolvido.
Um dos donos da Algar teria admitido depois da apreensão da aeronave, que realmente foi um erro da Algar, já que ela não era operadora do avião. A empresa até chegou a voltar atrás e dizer que não vendeu, mas subarrendou a aeronave.
A desculpa, no entanto, não colou e a aeronave agora vai à leilão, a fim de pagar as dívidas devidas.
O certame já está aberto para propostas e o lance mínimo é de R$ 13,9 milhões de reais. Os interessados podem ver o lote e dar o seu lance clicando aqui.
‘Aeroin’ – Com informações da Assessoria de Imprensa da Receita Federal
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Governo desmente notícia de que arroz importado é de plástico ou contaminado
BRASÍLIA – O Ministério da Agricultura desmentiu nesta quarta-feira, 29, em nota, uma notícia falsa de que o arroz importado está contaminado ou é de plástico. Segundo a pasta, as alegações são mentirosas. “O Ministério da Agricultura fiscaliza alimentos que entram no País, e o edital da Conab especifica o tipo de arroz a ser adquirido”, esclarece a pasta.
O ministério lembrou que a autorização do governo para a importação de até 1 milhão de toneladas de cereal beneficiado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) visa garantir o abastecimento alimentar em todo o território nacional, que poderia ser comprometido pelos impactos das enchentes à produção gaúcha.
“Diante dessas medidas, produtores de desinformação criaram narrativas inverídicas sobre o produto a ser importado. Dentre esses boatos, existe a alegação de que o arroz importado seria contaminado por vermes, vírus ou outros parasitas nocivos ao ser humano. A legislação brasileira e os acordos internacionais para o trânsito de produtos vegetais e insumos agrícolas entre países estabelecem regras para garantia da qualidade, segurança e conformidade dos produtos, bem como a avaliação do risco de disseminação de pragas”, esclareceu o ministério.
A governo ressaltou que, no Brasil, a fiscalização e o controle são feitos por meio do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) do Ministério da Agricultura. “Os procedimentos e exigências fitossanitárias são específicos para cada tipo de mercadoria, incluindo sementes e mudas, bebidas, alimentos e insumos agropecuários”, acrescentou.
Segundo o ministério, também é mentira que o arroz importado seria “de plástico”. “O aviso de compra pública divulgado pela Conab para aquisição do grão é explícito ao especificar como objeto ‘arroz beneficiado, polido, longo fino, tipo 1, safra 2023/2024′?, diz a nota.
A oferta de arroz no País, segundo o governo, é regulamentada pela instrução normativa 6/2009. A norma reconhece apenas grãos provenientes da espécie Oryza sativa L. e classifica o produto em dois grupos: arroz em casca (natural ou parbolizado) e arroz beneficiado (integral, polido, parbolizado integral e parbolizado polido).
Supermercados
O governo federal estima que o arroz que será importado pela Conab deve chegar às gôndolas dos supermercados em até 40 dias, segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.
“O tempo de chegada vai depender do local do fornecedor do arroz, porque, se vier da Ásia, demora um pouco mais que o dos players do Mercosul. Acredito que em 30 a 40 dias esse arroz estará nas gôndolas dos supermercados ao consumidor”, disse Fávaro, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro da EBC.
O arroz importado pelo governo será comercializado a R$ 20 por pacote de 5kg, com identificação do governo federal, embalado na origem e preço tabelado, segundo Fávaro. O arroz a ser comprado será o agulhinha tipo 1.
“A medida provisória do Executivo autorizou compra de até 1 milhão de toneladas. Iremos comprar somente o necessário até o mercado se estabilizar mantendo níveis razoáveis de preço ao consumidor”, afirmou. Segundo ele, não haverá racionamento na quantidade de venda por consumidor.
O ministro refutou a ideia de que a medida para importação do arroz pelo governo seja intervenção estatal. “O governo não quer intervir no mercado, mas o mercado deve voltar logo ao preço justo com o combate à especulação. Estamos longe de qualquer intervenção, até porque se o Brasil produz em torno de 10,5 milhões de toneladas de arroz, 300 mil toneladas não farão intervenção”, defendeu.
Ele também disse que o governo não planeja afrontar os produtores com a medida. “Sabemos que o Rio Grande do Sul tem estoque suficiente e não há risco de desabastecimento, mas o governo precisa coibir a especulação. O preço do arroz subiu de 30% a 40% em um mês, o que é inconcebível. Não precisaríamos importar se tivesse situação normal”, disse.
“MSN”


