Cotidiano
Após repercussão na imprensa, mulher de Colíder em estado grave é transferida para Cuiabá, mas fica no corredor de pronto-socorro sem atendimento para cirurgia
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Por: Joel Teixeira
A senhora Lourdes Aparecida Azevedo, 46 anos, residente em Colíder, Norte de Mato Grosso, 648 km de Cuiabá, depois de 30 dias em cima de uma cama, com vértebras estilhaçadas, costelas quebradas e uma perfuração no pulmão, devido a um acidente de moto, teria tido vaga regulada para cirurgia no HGU ( Hospital Geral Universitário ) na capital, porém, segundo os familiares dela, a paciente chegou ontem a Cuiabá, por volta das 18:30hras e foi direto para uma maca em um corredor do pronto-socorro. Eles disseram à nossa reportagem que se sentiram enganados, pois não havia regulação para o tratamento imediato de Lourdes como requer o caso e um mandado judicial, expedido pela Comarca de Colíder que havia sido adiado por 3 vezes a pedido do HRCOL e Secretaria Municipal de Saúde.
De acordo com a senhora Marta Fernandes Chaves, parente da paciente Lourdes, ela está em uma maca no corredor do pronto socorro e sem medicação, aguardando ser atendida por um médico neurologista. A paciente precisa de uma ressonância magnética que ainda será regulada pelo Estado, sendo que no mandado judicial a ordem é para atendimento imediato em um hospital que supre às necessidades que o quadro clínico de Lourdes requer.

A paciente Lourdes no corredor do pronto-socorro (fotos: Marta f. Chaves)
Entenda o caso
A senhora Lourdes Aparecida Azevedo, 46 anos, residente em Colíder a 648 km de Cuiabá, sofreu um acidente de moto no dia 29/08. No dia 03/09 ela deu entrada no HRCOL ( Hospital Regional de Colíder) com duas vértebras quebradas, totalmente destruídas com estilhaços de ossos; um dos estilhaços entrou no líquido medular na coluna o que atrapalha a passagem do líquido, por causa disso dona Lourdes está perdendo os movimentos inferiores e corre risco de paraplegia. O HRCOL juntamente com a Secretaria de Saúde Municipal, tentam regular ( transferir para procedimento em hospital adequado) a paciente desde o dia 05/09.
Ainda, segundo familiares de Lourdes Aparecida, eles esperaram até o dia 15/09 sem nenhum sucesso. Desesperados, entraram com um pedido judicial pela defensoria pública da vara de Colíder. Após o processo, foi expedida uma liminar para que o HRCOL a cumprisse em cinco dias, o prazo estipulado pelo Juiz na liminar, venceu Domingo (24). Nenhuma vaga havia sido liberada para a paciente, a justiça deu um prazo de 24 horas para que o Hospital Regional e o Município de Colíder regulasse-a para a cirurgia em hospital com neurocirurgião e ortopedista.
De acordo com a família de Lourdes, a cirurgia é de alto risco e muito complexa. Não se sabe o que aconteceu, mas os réus conseguiram prolongar a data por mais cinco dias, que venceu na sexta-feira às 0hras. Ansiosos, os familiares esperaram de sexta-feira (29) até esse Domingo (01) receberam notícias por volta das 13:30h que o Juiz plantonista que é de Nova Canaã do Norte, deu mais um prazo de 72 horas para que o Regional e a Secretaria Municipal de Saúde providenciem a transferência regulada da paciente grave.
Revoltados, os familiares de Lourdes temem pela piora dela, porque ela corre risco de morte. Além das vértebras quebradas e de estilhaço no líquido da medula, ela ainda tem três costelas fraturadas e uma delas perfurou o pulmão. Devido estar acamada por 30 dias à espera da cirurgia, corre o risco de acumular líquido no pulmão.
A nossa reportagem tentou contato com o diretor do Hospital Regional, mas não conseguiu retorno. Por ser Domingo a Secretaria Municipal de Saúde estava fechada.
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Governo desmente notícia de que arroz importado é de plástico ou contaminado
BRASÍLIA – O Ministério da Agricultura desmentiu nesta quarta-feira, 29, em nota, uma notícia falsa de que o arroz importado está contaminado ou é de plástico. Segundo a pasta, as alegações são mentirosas. “O Ministério da Agricultura fiscaliza alimentos que entram no País, e o edital da Conab especifica o tipo de arroz a ser adquirido”, esclarece a pasta.
O ministério lembrou que a autorização do governo para a importação de até 1 milhão de toneladas de cereal beneficiado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) visa garantir o abastecimento alimentar em todo o território nacional, que poderia ser comprometido pelos impactos das enchentes à produção gaúcha.
“Diante dessas medidas, produtores de desinformação criaram narrativas inverídicas sobre o produto a ser importado. Dentre esses boatos, existe a alegação de que o arroz importado seria contaminado por vermes, vírus ou outros parasitas nocivos ao ser humano. A legislação brasileira e os acordos internacionais para o trânsito de produtos vegetais e insumos agrícolas entre países estabelecem regras para garantia da qualidade, segurança e conformidade dos produtos, bem como a avaliação do risco de disseminação de pragas”, esclareceu o ministério.
A governo ressaltou que, no Brasil, a fiscalização e o controle são feitos por meio do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) do Ministério da Agricultura. “Os procedimentos e exigências fitossanitárias são específicos para cada tipo de mercadoria, incluindo sementes e mudas, bebidas, alimentos e insumos agropecuários”, acrescentou.
Segundo o ministério, também é mentira que o arroz importado seria “de plástico”. “O aviso de compra pública divulgado pela Conab para aquisição do grão é explícito ao especificar como objeto ‘arroz beneficiado, polido, longo fino, tipo 1, safra 2023/2024′?, diz a nota.
A oferta de arroz no País, segundo o governo, é regulamentada pela instrução normativa 6/2009. A norma reconhece apenas grãos provenientes da espécie Oryza sativa L. e classifica o produto em dois grupos: arroz em casca (natural ou parbolizado) e arroz beneficiado (integral, polido, parbolizado integral e parbolizado polido).
Supermercados
O governo federal estima que o arroz que será importado pela Conab deve chegar às gôndolas dos supermercados em até 40 dias, segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.
“O tempo de chegada vai depender do local do fornecedor do arroz, porque, se vier da Ásia, demora um pouco mais que o dos players do Mercosul. Acredito que em 30 a 40 dias esse arroz estará nas gôndolas dos supermercados ao consumidor”, disse Fávaro, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro da EBC.
O arroz importado pelo governo será comercializado a R$ 20 por pacote de 5kg, com identificação do governo federal, embalado na origem e preço tabelado, segundo Fávaro. O arroz a ser comprado será o agulhinha tipo 1.
“A medida provisória do Executivo autorizou compra de até 1 milhão de toneladas. Iremos comprar somente o necessário até o mercado se estabilizar mantendo níveis razoáveis de preço ao consumidor”, afirmou. Segundo ele, não haverá racionamento na quantidade de venda por consumidor.
O ministro refutou a ideia de que a medida para importação do arroz pelo governo seja intervenção estatal. “O governo não quer intervir no mercado, mas o mercado deve voltar logo ao preço justo com o combate à especulação. Estamos longe de qualquer intervenção, até porque se o Brasil produz em torno de 10,5 milhões de toneladas de arroz, 300 mil toneladas não farão intervenção”, defendeu.
Ele também disse que o governo não planeja afrontar os produtores com a medida. “Sabemos que o Rio Grande do Sul tem estoque suficiente e não há risco de desabastecimento, mas o governo precisa coibir a especulação. O preço do arroz subiu de 30% a 40% em um mês, o que é inconcebível. Não precisaríamos importar se tivesse situação normal”, disse.
“MSN”

