"COMPORTAMENTOS INADEQUADOS"

Secretário é exonerado após denúncias de assédio sexual contra servidoras da Câmara de Cuiabá

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CUIABÁ

O secretário de Gestão Administrativa da Câmara Municipal de Cuiabá, Bolanger José de Almeida, de 71 anos, foi exonerado na última sexta-feira (30), suspeito de assediar sexualmente duas servidoras concursadas.

A saída do cargo foi confirmada nesta segunda-feira (2), pela Secretaria de Comunicação da Casa de Leis.

Em janeiro deste ano, Bolanger foi nomeado pelo presidente da Câmara de Cuiabá, Juca do Guaraná Filho (MDB), para ser um dos nove secretários da Casa. Contudo, acabou permanecendo por apenas seis meses.

Em boletim de ocorrência registrado no dia 26 de julho, as vítimas relatam detalhes de como Bolanger agia. Servidora concursada desde 2015, uma delas informou que o então secretário apresentava comportamentos inadequados com algumas servidoras do setor.

Na denúncia, ela revelou que Bolanger fazia comentários que a desagradava. Como, por exemplo, “você está ficando mais corpuda e está ficando mais bonita”. Ainda segundo a vítima, ele insistia em tocá-la todas as vezes que iniciava uma conversa e, inclusive, a chamava de ‘meu amor’. A servidora disse que as ‘insinuações’ do suspeito a incomoda bastante.

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Já a outra vítima, também servidora concursada há seis anos na Câmara, relatou que Bolanger sempre aparecia na mesa dela, dizendo que no final de semana estava em “locais finos”, com várias mulheres bonitas e que teria conseguido gozar duas vezes, mesmo com “aquela idade”.

Contou ainda que o então secretário teria entrado no banheiro feminino da Casa de Leis para tratar de assuntos de trabalho. Na ocasião, ela o advertiu e pediu para que ele saísse imediatamente do ambiente e aguardasse na sala. Entretanto, Bolanger usou a desculpa de que não percebeu que estava no banheiro feminino.

No outro dia, o assediador chamou a vítima para ir até a sala dele para que ela o ajudasse a enviar um documento. A servidora pediu para que ele deixá-la sentar na frente do computador para orientá-lo, uma vez que já sabia que a intenção de Bolanger era ficar encostado nela.

Ele teria obedecido a ordem, no entanto, passou por trás da vítima, alisando suas costas. Ele também teria pego em seu cabelo e dito: “Cabelo comprido é bom para isso”.

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Indignada, a vítima respondeu de forma enérgica: “não toque nos meus cabelos e nem em mim. Não fale comigo de forma não verbal”. 

Outro lado

Por meio de nota, a Câmara Municipal de Cuiabá confirmou a saída de Bolanger, do cargo de secretário de Gestão Administrativa e informou que a Mesa Diretora não se furtará em tomar medidas cabíveis.

As vítimas relataram que Bolanger apresentava comportamentos inadequados com algumas servidoras do setor

Veja a nota na íntegra:

Nota à Imprensa

Comunicamos que o servidor Bolanger José de Almeida, entregou na última semana o pedido de exoneração do cargo de Secretário de Gestão Administrativa

Quanto a qualquer denúncia apresentada à Câmara Municipal de Cuiabá, a Mesa Diretora não se furtará em tomar as medidas cabíveis.

Estamos nestes 8 meses de gestão primando pela transparência, para atender os anseios da população cuiabana.

Secretaria de Comunicação
Câmara Municipal de Cuiabá

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CUIABÁ

Comissão de Segurança Pública do Senado aprova projeto de lei para proibir ‘saidinhas’ de presos

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A Comissão de Segurança Pública do Senado aprovou, em votação simbólica, nesta terça-feira, 6, um projeto de lei que proíbe a “saidinha”, benefício que permite a saída temporária de presos em datas comemorativas. A pauta foi apresentada em consenso com os demais senadores. A matéria vai ao plenário.

A autorização é dada aos detentos que tenham cumprido ao menos um sexto da pena, no caso de primeira condenação, e um quarto, quando reincidentes. As “saidinhas” ocorrem até cinco vezes por ano e não podem ultrapassar o período de sete dias.

Senadores Jorge Seif, Eduardo Girão e Sérgio Moro; oposição compareceu à comissão para apoiar projeto contra ‘saidinha’ de presos Foto: Geraldo Magela/Agência Senado© Fornecido por Estadão

O projeto que está no Senado prevê também a exigência de exames criminológicos para progressão de regime penal e o monitoramento eletrônico obrigatório dos detentos que passam para os regimes semiaberto e aberto – este último prevê o cumprimento do restante da pena fora da prisão.

Na cerimônia de retorno das atividade do Congresso, realizada nesta segunda-feira, 5, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), sinalizou que a Casa daria atenção especial à pauta de segurança pública.

“Outro tema para o qual dedicaremos especial atenção será o da segurança pública”, disse. “Pretendemos colaborar para a instituição de institutos penais modernos e eficientes, capazes de conciliar o combate efetivo à violência pública com a garantia aos direitos fundamentais.”

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Na sessão, não houve demais debates. Senadores discursaram em defesa da proposta. “Não é populismo penal. Esse é um benefício que realmente tem trazido problemas na execução da pena, já que os presos são soltos aos bilhares e centenas, não voltam, e alguns cometem crimes”, afirmou Sérgio Moro (União-PR). “Precisamos redimensionar o que está dando errado.”

Moro apresentou uma emenda ao relator da proposta, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para permitir o benefício aos presos de frequentar cursos supletivos profissionalizantes, ensino médio ou superior. A emenda foi acatada por Flávio.

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Para o relator, as “saidinhas” colocam a população em risco. “Ao se permitir que presos ainda não reintegrados ao convívio social se beneficiem da saída temporária, o poder público coloca toda a população em risco”, disse.

A sessão não contou com a presença de governistas. Jorge Kajuru (PSB-GO), vice-presidente da Comissão de Segurança Pública, foi o único representante presente.

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A oposição, por outro lado, compareceu. Participaram da sessão o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN) e até deputados da bancada da bala na Câmara, como Capitão Alden (PL-BA).

“A oposição veio maciçamente para a comissão. Significa o nosso comprometimento com a segurança pública. Isso para mim é muito importante, porque mostra a nossa unidade”, disse Marinho.

O texto aprovado é o substitutivo do relator, o então deputado federal Capitão Derrite (PL-SP), atual secretário da Segurança Pública em São Paulo.

“Estadão”
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