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Drogas, álcool e internação: o drama vivido por Andreas von Richthofen, o irmão de Suzane, a menina que matou os pais

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Por Renato Silva

A Menina Que Matou os Pais e O Menino Que Matou Meus Pais, os filmes sobre o caso Richthofen, estreou recentemente na Amazon Prime. Com o assunto do crime que chocou o Brasil em alta novamente, muitas pessoas têm curiosidade de saber o que teria acontecido com alguns dos envolvidos, entre eles o irmão de Suzane von Richthofen, Andreas Richthofen, que era um menino quando os pais morreram. A atual situação de Andreas von Richthofen é muito triste.

Em 2017, três casas haviam sido invadidas na rua Engenheiro Alonso de Azevedo, localizada na zona sul paulista. Com a insegurança causada pelas invasões, os moradores criaram um grupo no aplicativo de mensagens WhatsApp para poder se comunicar quando percebessem algo estranho.

Numa dessas invasões a uma propriedade foi encontrado um rapaz de 29 anos. Ele não se identificou a princípio, mas era Andreas Albert von Richthofen. Ele falava frases desconexas, não demonstrou ser violento e aparentava estar bem assustado. “Não queiram saber da minha vida”, disse o rapaz.

Andreas estava longe do foco da mídia há um bom tempo e após ser achado invadindo uma propriedade foi levado para um hospital, pois não falava coisa com coisa. O rapaz estava com ferimentos e escoriações pelas pernas e com as vestimentas rasgadas. Ele estava carregando uma caixa de joias que continha dentro uma medalha com o sobrenome da família.

No prontuário médico, o homem foi descrito como uma pessoa com olhos vidrados e higiene precária. Andreas teria falado que usa esporadicamente maconha e bebida alcoólica. Agora, ele foi transferido para uma clínica especialista em recuperar usuários de drogas. A instituição é conveniada ao SUS. Pessoas próximas foram acionadas, mas ninguém teria atendido. Nos primeiros dias na clínica, Andreas não recebeu visita. Ele ficaria 30 dias sob regime de internação para desintoxicação. O fato ocorreu no mês de maio deste ano.

Andreas von Richthofen é uma das vítima e sobrevivente do crime, conforme explicado pelo advogado Tardelli, responsável pela acusação de Suzane. Recluso desde o crime que tirou a vida dos pais, o jovem tentou levar uma vida tentando escapar dos olhares curiosos das pessoas.

Assista ao trailer dos filmes 

 

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Novo astro do forró foi criado e planejado em escritório sertanejo de Goiânia

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As paradas brasileiras têm cada vez mais sucessos repentinos, que surgem do nada e revelam artistas que nem tinham estrutura no mercado. Este não é o caso de “Chega e senta”, música que disparou e sentou no primeiro lugar do ranking de streaming do Brasil há duas semanas.

O cantor pernambucano John Amplificado não era um nome nacional. Mas o sucesso está longe de ser uma surpresa. O hit é resultado de cinco meses de planejamento de marketing, músicas feitas sob medida por compositores experientes e trabalho cuidadoso em redes sociais.

A montagem do artista teve até mudança de nome. Ele fazia shows pelo Nordeste por onze anos como John Geração. No início de 2021, foi contratado pela Workshow, escritório de Marília Mendonça, Maiara e Maraisa, Henrique & Juliano, Zé Neto & Cristiano e outros ídolos sertanejos.

O escritório goiano investe agora também no forró, estilo que tem superado o sucesso do sertanejo. No fim de 2020, a Workshow contratou o cearense Matheus Fernandes, do hit “Baby me atende”.

Com John, rebatizado de Amplificado, o caso não é só de aposta, mas de construção de um ídolo.

John Amplificado — Foto: Divulgação

John Amplificado — Foto: Divulgaçã

Ex-John Geração

“Construir a marca John Geração foi uma coisa que durou muito tempo. Na hora que foi para mudar o nome, não vou mentir para você, doeu um pouco em mim”, diz John. Nascido Jonatas Siqueira Romão Araújo, no Recife, ele canta desde os 14 anos.

“Mas, por todo o contexto, a gente quis criar um produto novo, um artista novo, com uma identidade musical e visual novas. A gente dedicou muito tempo para isso”, diz John.

“John Amplificado tem muito do John Geração”, explica o cantor, falando de si terceira pessoa. “O som dele é mais jovem, um pouco mais tecnológico. Até questão de timbre, idealização de música. A gente criou para entrar no contexto do mundo de hoje”, ele define.

“O projeto foi pensado para pegar esse público novo da internet. O John Amplificado foi criado como um cara novo, para estar próximo das redes sociais. Eu tenho 25 anos”, ele termina o discurso em primeira pessoa.

John Amplificado — Foto: Divulgação

John Amplificado — Foto: Divulgação

Pisadinha firme

“A gente já tinha o TikTok na cabeça, queria fazer um produto que entrasse na plataforma. Mas a gente não sabia que ia sair melhor que a encomenda. Nenhum dos sócios imaginou que em duas semanaA empresa John Amplificado Produções Artísticas foi registrada em Goiânia em julho de 2021. O sócio-controlador é Wander Oliveira, dono da Workshow. Os outros sócios são o próprio John e seu antigo empresário, Jalerson de Moura Gonçalves.

Em entrevista ao G1 em maio de 2021 sobre o sucesso da pisadinha, o forró de teclado, Wander disse: “Não acredito que a pisadinha seja um ritmo que veio para ficar.” O que não se sabia é que, ao mesmo tempo, ele estava investindo nessa criação de um astro da pisadinha em Goiânia.

John Amplificado — Foto: Divulgação

John Amplificado — Foto: Divulgação

Recriação total

“Tudo começou quando eu assinei contrato com a Workshow, e a gente começou a idealizar o projeto. Tudo foi feito dentro do escritório – todo o nosso planejamento. Teve profissionais de marketing, de assessoria de imprensa, especialistas em internet. Tudo o que a gente fez foi muito bem pensado.”

O projeto é pensado em todos os setores, inclusive o visual. No dia da entrevista, John tinha acabado de fazer uma cirurgia estética na gengiva, para aumentar a área visível dos dentes.

A primeira música foi feita sob medida por um dos principais compositores e produtores de Goiânia. Jenner Mello tem indicações ao Grammy Latino por produções de Simone & Simara e Day & Lara, e compôs hits como “Seu polícia”, de Zé Neto e Cristiano.

Para o projeto do forrozeiro da Workshow, Jenner ainda chamou seu filho, Jeninho, e os compositores João Pedroni, Raffa Libi e Vinny Peres. John Amplificado já tem pronta a próxima música de trabalho e mais um DVD com 12 faixas.

“Não foi uma música que eu escutei deles e gostei. Fui para o estúdio, conversei com eles, disse como imaginava que seria, como queria que fosse o projeto do John Amplificado. Eles tentaram duas, três vezes, e chegaram a essa música. Para você ter noção de como a gente pensou muito no projeto”, diz.

John Amplificado — Foto: Divulgação

John Amplificado — Foto: Divulgação

Sertanejo sentiu o tapão?

E os sertanejos estranharam um forrozeiro no ninho deles? “A maioria das pessoas tinham o ouvido mais calejado para o sertanejo, aquelas músicas mais românticas, mais bonitas. E eu vim numa contramão completa”, diz John.

A música segue a onda atual de falar sobre tapa na bunda no funk e no novo forró (vide “Tapão na raba”, de Raí Saia Rodada). “Até o tapa é diferente / Deixa marca na sua bunda / E o seu corpo quente”, canta John em “Chega e senta”.

Apesar da diferença nas letras, ele diz que teve muito apoio. “A gravadora (Virgin, parceira da Workshow) tem pessoas novas no comando. Elas vivem num mundo digital, sem restrição. Ela sabe o que está em alta, sabe o que precisa ser feito. Então a equipe não sentiu tanto”, diz.

John Amplificado — Foto: Divulgação

John Amplificado — Foto: Divulgação

Amigos da firma

“Acho que as pessoas ficaram curiosas. O cara sempre trabalhou com sertanejo, é conhecido por isso, e agora está pegando artistas nordestinos, do forró? Será que vai dar certo? Então teve muita curiosidade no mercado. Mas restrição, barreiras, eu não senti”, ele descreve.

Um dos maiores impulsos para “Chega e senta” se espalhar na internet foi um vídeo postado por Henrique, da dupla com Juliano, colega da Workshow, cantando a música em um boteco.

“Fazer artistas nacionais a Workshow já sabia. Como ia andar, não sabíamos. Claro que a velocidade surpreendeu”, ele comemora. “Hoje, as portas do Brasil estão escancaradas para o Nordeste. E isso ajuda muito”, acrescenta.

“G1′

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