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Pernambucano de 'Chega e senta', hit nº1 no Brasil, mudou até de nome e teve sucesso arquitetado por 5 meses na maior empresa sertaneja do país, que hoje aposta também no forró.

Novo astro do forró foi criado e planejado em escritório sertanejo de Goiânia

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Bastidores

As paradas brasileiras têm cada vez mais sucessos repentinos, que surgem do nada e revelam artistas que nem tinham estrutura no mercado. Este não é o caso de “Chega e senta”, música que disparou e sentou no primeiro lugar do ranking de streaming do Brasil há duas semanas.

O cantor pernambucano John Amplificado não era um nome nacional. Mas o sucesso está longe de ser uma surpresa. O hit é resultado de cinco meses de planejamento de marketing, músicas feitas sob medida por compositores experientes e trabalho cuidadoso em redes sociais.

A montagem do artista teve até mudança de nome. Ele fazia shows pelo Nordeste por onze anos como John Geração. No início de 2021, foi contratado pela Workshow, escritório de Marília Mendonça, Maiara e Maraisa, Henrique & Juliano, Zé Neto & Cristiano e outros ídolos sertanejos.

O escritório goiano investe agora também no forró, estilo que tem superado o sucesso do sertanejo. No fim de 2020, a Workshow contratou o cearense Matheus Fernandes, do hit “Baby me atende”.

Com John, rebatizado de Amplificado, o caso não é só de aposta, mas de construção de um ídolo.

John Amplificado — Foto: Divulgação

John Amplificado — Foto: Divulgaçã

Ex-John Geração

“Construir a marca John Geração foi uma coisa que durou muito tempo. Na hora que foi para mudar o nome, não vou mentir para você, doeu um pouco em mim”, diz John. Nascido Jonatas Siqueira Romão Araújo, no Recife, ele canta desde os 14 anos.

“Mas, por todo o contexto, a gente quis criar um produto novo, um artista novo, com uma identidade musical e visual novas. A gente dedicou muito tempo para isso”, diz John.

“John Amplificado tem muito do John Geração”, explica o cantor, falando de si terceira pessoa. “O som dele é mais jovem, um pouco mais tecnológico. Até questão de timbre, idealização de música. A gente criou para entrar no contexto do mundo de hoje”, ele define.

“O projeto foi pensado para pegar esse público novo da internet. O John Amplificado foi criado como um cara novo, para estar próximo das redes sociais. Eu tenho 25 anos”, ele termina o discurso em primeira pessoa.

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John Amplificado — Foto: Divulgação

John Amplificado — Foto: Divulgação

Pisadinha firme

“A gente já tinha o TikTok na cabeça, queria fazer um produto que entrasse na plataforma. Mas a gente não sabia que ia sair melhor que a encomenda. Nenhum dos sócios imaginou que em duas semanaA empresa John Amplificado Produções Artísticas foi registrada em Goiânia em julho de 2021. O sócio-controlador é Wander Oliveira, dono da Workshow. Os outros sócios são o próprio John e seu antigo empresário, Jalerson de Moura Gonçalves.

Em entrevista ao G1 em maio de 2021 sobre o sucesso da pisadinha, o forró de teclado, Wander disse: “Não acredito que a pisadinha seja um ritmo que veio para ficar.” O que não se sabia é que, ao mesmo tempo, ele estava investindo nessa criação de um astro da pisadinha em Goiânia.

John Amplificado — Foto: Divulgação

John Amplificado — Foto: Divulgação

Recriação total

“Tudo começou quando eu assinei contrato com a Workshow, e a gente começou a idealizar o projeto. Tudo foi feito dentro do escritório – todo o nosso planejamento. Teve profissionais de marketing, de assessoria de imprensa, especialistas em internet. Tudo o que a gente fez foi muito bem pensado.”

O projeto é pensado em todos os setores, inclusive o visual. No dia da entrevista, John tinha acabado de fazer uma cirurgia estética na gengiva, para aumentar a área visível dos dentes.

A primeira música foi feita sob medida por um dos principais compositores e produtores de Goiânia. Jenner Mello tem indicações ao Grammy Latino por produções de Simone & Simara e Day & Lara, e compôs hits como “Seu polícia”, de Zé Neto e Cristiano.

Para o projeto do forrozeiro da Workshow, Jenner ainda chamou seu filho, Jeninho, e os compositores João Pedroni, Raffa Libi e Vinny Peres. John Amplificado já tem pronta a próxima música de trabalho e mais um DVD com 12 faixas.

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“Não foi uma música que eu escutei deles e gostei. Fui para o estúdio, conversei com eles, disse como imaginava que seria, como queria que fosse o projeto do John Amplificado. Eles tentaram duas, três vezes, e chegaram a essa música. Para você ter noção de como a gente pensou muito no projeto”, diz.

John Amplificado — Foto: Divulgação

John Amplificado — Foto: Divulgação

Sertanejo sentiu o tapão?

E os sertanejos estranharam um forrozeiro no ninho deles? “A maioria das pessoas tinham o ouvido mais calejado para o sertanejo, aquelas músicas mais românticas, mais bonitas. E eu vim numa contramão completa”, diz John.

A música segue a onda atual de falar sobre tapa na bunda no funk e no novo forró (vide “Tapão na raba”, de Raí Saia Rodada). “Até o tapa é diferente / Deixa marca na sua bunda / E o seu corpo quente”, canta John em “Chega e senta”.

Apesar da diferença nas letras, ele diz que teve muito apoio. “A gravadora (Virgin, parceira da Workshow) tem pessoas novas no comando. Elas vivem num mundo digital, sem restrição. Ela sabe o que está em alta, sabe o que precisa ser feito. Então a equipe não sentiu tanto”, diz.

John Amplificado — Foto: Divulgação

John Amplificado — Foto: Divulgação

Amigos da firma

“Acho que as pessoas ficaram curiosas. O cara sempre trabalhou com sertanejo, é conhecido por isso, e agora está pegando artistas nordestinos, do forró? Será que vai dar certo? Então teve muita curiosidade no mercado. Mas restrição, barreiras, eu não senti”, ele descreve.

Um dos maiores impulsos para “Chega e senta” se espalhar na internet foi um vídeo postado por Henrique, da dupla com Juliano, colega da Workshow, cantando a música em um boteco.

“Fazer artistas nacionais a Workshow já sabia. Como ia andar, não sabíamos. Claro que a velocidade surpreendeu”, ele comemora. “Hoje, as portas do Brasil estão escancaradas para o Nordeste. E isso ajuda muito”, acrescenta.

“G1′

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Bastidores

Jornal Sincero faz sucesso  no Nortão de MT

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Humorístico conquista milhares de fãs e desafetos, por causa de suas postagens.

Por Joel Teixeira

Um jornal humorístico semanal em Peixoto de Azevedo, a 690 km de Cuiabá, vem fazendo enorme sucesso nas redes sociais. O conteúdo narrado pela personagem “Tripolina” e com auxílio do “escada” repórter “Maranhão” não perdoa ninguém. Os fatos do dia a dia, muitos não divulgados pela mídia tradicional por serem pesados demais ou de cunho pessoal dos cidadãos da região do Vale do Peixoto, vão parar no roteiro de “Tripolina.” É só humor, risadas e comentários dos seguidores.

A montagem totalmente tosca da apresentadora virtual Tripolina e as narrativas feitas por vozes de robôs da internet, dão vida ao jornal mais esculhambado do Nortão de Mato Grosso.

Conteúdos recentes  

Os vídeos mais recentes publicados pelo Jornal Sincero, estampam o conhecido repórter local Juvenilson Tripa como o “espião mendigo” no pé do prefeito Maurício Ferreira. Os dois são inimigos mortais, “. Recentemente o prefeito quase foi cassado por causa de denúncias do comunicador. Tripa teria flagrado irregularidades cometidas pelo então candidato a vice-prefeito de Maurício, Gilmar dos Santos. De acordo com as denúncias do promotor local, ao constatar os denunciados foram apreendidos recibos e dinheiro, usados em supostas compras de votos em nome do denunciado. Maurício Ferreira e Gilmar do Esporte foram cassados em julho de 2021 pelo juiz eleitoral Evandro Juarez Rodrigues, por abuso do poder econômico e caixa dois. Mas eles recorreram ao Tribunal Regional Eleitoral e 7 meses depois foram absolvidos. O humorístico não perdoou ninguém, “prefeito Maurício está de volta. O prefeito foi visto em um jantar em Sinop em comemoração ao seu retorno, após vencer na Justiça o processo que envolvia a sua cassação. Segundo informações o prato mais barato do restaurante em que ele estava, custa em torno de R$ 400. Porém o mais marcante no momento do flagra não foi a conta da janta que custou em torno de R$ 4,5 mil, mas sim esse mendigo que se parece muito com o Tripa. Os mais céticos afirmam se tratar do próprio Tripa que agora vai ter que arcar com inúmeros processos aplicados pelo Malvado Favorito”, diz a apresentadora Tripolina.

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Diarreia e ameaças de morte

Outro assunto abordado pelo Jornal Sincero foi o vazamento de fotos em que um cidadão muito conhecido em Peixoto de Azevedo teve de correr para uma farmácia da cidade, porque estava com uma diarreia incontrolável. Nas fotos apresentadas no jornal, é possível ver rastros de fezes que supostamente foram deixados pelo cliente em apuros. Após a veiculaçao do vídeo, não demorou muto tempo para que Tripolina entrasse em plantão e denunciasse o homem da diarreia, ele teria feito graves ameaças contra a página de humor

“… o assunto é sério, eu Tripolina Sincera e minha produção estamos sofrendo ameaças por fazer o nosso trabalho de humor. Iremos falar hoje do primeiro vilão da liberdade de expressão que iremos enfrentar nessa temporada, se trata do ex-secretário Cagão dos Limão. Aparentemente ele está atrás de fazer algo contra a minha pessoa, jornalista íntegra e séria, diz.

Ameaças

Após mostrar alguns prints de supostas ameaças, Tripolina chama um áudio que teria sido divulgado em um grupo, no qual um homem diz que se soubesse quem fez o vídeo em que ele aparece com uma suposta diarreia, já teria “acertado as contas” com o humorista há muito tempo, “todos que estão publicando essa merda vão pagar por isso. Eu não vou alisar a cabeça de ninguém, para aprender. Eu não entro pra perder não, eu entro pra ganhar, nem que seja na bala. Se nunca viram um Lampião nesse Peixoto, vocês vão ver. É pra nego respeitar a cara dos outros.”

Outras tretas  

Entre inúmeras situações reais que viram gargalhadas nos roteiros ousados e apimentados do Jornal Sincero, envolve a famosa jornalista e influenciadora digital Luiza Miranda e a também influenciadora Brenda Temponi, tudo por causa de um carregador de celular que Brenda teria pedido emprestado a sua concorrente, durante um show do cantor Zé Felipe. Luiza teria recusado emprestar o aparelho à concorrente. Isso foi motivo para réplicas e tréplicas entre as duas nas redes sociais.

Brenda disse que pediu o carregador à Luiza porque existia uma afinidade ente elas, sua então considerada amiga, “como ela dizia que gostava de mim e tudo, que me apoiava… estava com o celular carregado e o meu descarregado, era só se colocar em meu lugar e emprestar.” Já Luiza, após ter ouvido o desabafo da colega, postou um vídeo em que explica toda a situação, “primeiro não sou obrigado a emprestar, mas mesmo assim quem tava lá, que viu que ela tava um pouco alterada na questão de bebida alcoólica…ela trabalha para uma empresa de eletrônicos, patrocina um carregador para ela…” seguem um vídeo, atrás de vídeos.

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Tripolina apimenta ainda mais a narrativa, “após tudo isso, ambas foram dormir em paz, até que a “Luiza Carregador”, acordou com TPM e acabou descascando o alho. Após a fala, roda um vídeo em que Luiza parece muito irritada com a repercussão do assunto, “quem conhece ela, sabe bem quem ela é, e ela não é esse anjo de candura e essa vítima que ela tá querendo se passar aí de coitada. Não é nada disso, é esperta até demais”, diz a jornalista influenciadora. Tripolina  continua e, narra que seguidores de Luiza falam sobre uma suposta infidelidade de Brenda com um parceiro, Brenda aparece para se defender e é treta atrás de treta.

Quem está por trás de Tripolina?

O TV Notícias tenta identificar quem são os autores do Jornal Sincero, mas até o fechamento dessa matéria não conseguiu muitas pistas, uma vez que tudo é feito no anonimato. Porém à cada publicação eles avisam:

“Qualquer um que se sentir ofendido, peça a remoção do conteúdo humorístico.

Todos os relatos são autênticos e o anonimato é garantido pela página.

atenção: video humorístico e que não deve ser levado a sério para conclusões pessoais.”

O que é certo é que com situações do cotidiano, o Jornal Sincero faz muito humor e não poupa ninguém da região do Vale do Peixoto. Os seguidores se divertem com cada edição do humorístico e mostram que brasileiro gosta muito de rir e, para isso não se enquadra muito no “politicamente correto” tão em moda atualmente, basta a sinceridade debochada e exagerada sobre os fatos.

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