Agronegócios
Troca de informações com o Banco Central
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O Sistema FAEMG/SENAR/INAES/Sindicatos preza pela atualização constante e boas relações com as instituições mais representativas do país. Diante disto, a gerente Técnica, Aline Veloso, participou, ontem, da reunião sobre conjuntura econômica de Minas Gerais com equipe do Departamento Econômico do Banco Central (BC).
Normalmente, são realizadas duas reuniões por ano, nas quais os representantes de instituições relatam informações do setor produtivo que representam e são compartilhadas expectativas quanto ao próximo semestre. O BC acompanha a conjuntura econômica a fim de subsidiar suas decisões. A troca de informações sobre indicadores e tendências que ainda não foram capturados pelas estatísticas de órgãos de pesquisa são o foco dessas reuniões.
As instituições que participaram da reunião foram: Sistema FAEMG, FIEMG, ABRASEL, CDL/BH, SINDUSCON e Empresa Gontijo (representante do setor de transportes).
Os temas tratados foram pertinentes ao momento e aos segmentos de atuação de cada uma:
• frente às expectativas no início do período, como foi a evolução do seu setor no segundo semestre de 2021;
• o que foi mais relevante nessa evolução (pressões de custos/preços; falta de matéria prima; desempenho da demanda; outros pontos que considere relevantes);
• perspectivas para o primeiro semestre de 2022 (pressões de custos/preços; falta de matéria prima; desempenho da demanda; outros pontos que considere relevantes).
“Destaquei, especialmente, os impactos das recentes chuvas intensas e demais intempéries que atingiram o estado entre dezembro/2021 e janeiro/2022. Abordei as ações desenvolvidas pelo Sistema FAEMG e as articulação para medidas emergenciais aos produtores, cadeias produtivas e municípios atingidos, junto aos ministérios da Agricultura e da Infraestrutura. Também apontei a necessidade de intercessão do próprio BC para que resoluções específicas do Conselho Monetário Nacional, referentes ao crédito rural, sejam aprovadas e publicadas, em atenção às demandas do setor produtivo. Cada representante de instituição participante também pôde relatar o balanço de 2021, os reflexos da pandemia e as perspectivas para o 1º semestre de 2022. O debate é sempre importante para compartilhamento da visão de cada setor econômico e do impacto das medidas macroeconômicas e setoriais que o BC desenvolve.”
Aline Veloso, gerente técnica do Sistema FAEMG
Agronegócios
Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica
Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.
Revisão contratual: prevenção e governança corporativa
Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.
“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.
Base legal e antecipação contratual
A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.
No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.
“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.
Aplicação prática em diversos setores
A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.
Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.
“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.
Contratos flexíveis garantem resiliência
Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:
“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”
Fonte: Portal do Agronegócio

