Agronegócios
Tecnologia Nacional Revoluciona Secagem de Milho com Qualidade e Agilidade
Agronegócios
Sistema inovador reduz o tempo de secagem e mantém a qualidade original dos grãos, otimizando o processo pós-colheita
Durante a colheita do milho da segunda safra e o preparo para a nova temporada, a eficiência na secagem se torna crucial para garantir a qualidade e o escoamento adequado dos grãos. No Mato Grosso, onde cerca de 76% dos 6,94 milhões de hectares plantados na safra 2023/24 já foram colhidos, a necessidade de tecnologias eficientes para a secagem é evidente.
Tradicionalmente, secadores menos eficientes podem causar atrasos significativos, resultando em filas de caminhões e estagnação da colheita. No entanto, uma inovação brasileira está transformando este cenário. Desenvolvida por Otalício Pacheco da Cunha e sua empresa, a Dryeration, essa nova tecnologia de secagem promete não apenas acelerar o processo, mas também manter a qualidade dos grãos recém-colhidos.
A tecnologia atua aquecendo o milho através de fluxos de ar múltiplos, o que permite uma remoção uniforme da umidade sem comprometer a integridade do grão. “O sistema aquece rapidamente o grão, puxando a umidade interna para fora antes que o interior aqueça ou queime, garantindo uma secagem uniforme,” explica Pacheco, diretor da Dryeration, uma empresa com mais de 43 anos de experiência em secadores de grãos.
Além de sua eficiência, o sistema proporciona agilidade no processo de secagem, reduzindo a umidade em até 10 pontos percentuais por hora e eliminando a fumaça e odores do produto. Isso é crucial para manter a qualidade do milho, essencial para a palatabilidade e os ganhos de peso em ração animal, especialmente para as indústrias de ração de gado leiteiro, suinocultura e avicultura.
Outro benefício importante da tecnologia é a versatilidade dos equipamentos, que são projetados para atender tanto grandes produções quanto pequenos volumes. “Desenvolvemos uma solução que atende às necessidades dos produtores de qualquer porte. Nosso portfólio inclui secadores com capacidades variando de 20 a 500 toneladas por hora,” afirma Pacheco.
Com essa inovação, a secagem do milho se torna não apenas mais rápida e eficiente, mas também mais sustentável, contribuindo para um manejo pós-colheita mais eficaz e menos prejudicial ao meio ambiente.
“Portal do Agronegócio”
Agronegócios
Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica
Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.
Revisão contratual: prevenção e governança corporativa
Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.
“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.
Base legal e antecipação contratual
A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.
No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.
“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.
Aplicação prática em diversos setores
A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.
Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.
“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.
Contratos flexíveis garantem resiliência
Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:
“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”

