Agronegócios
Cartilha da Aprosoja-MT auxilia produtores no manejo da cigarrinha-do-milho
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Cartilha da Aprosoja-MT auxilia produtores no manejo da cigarrinha-do-milho
A entidade busca desde o ano passado alertar os agricultores sobre o manejo da praga e os enfezamentos no milho
31/01/2022
Preocupada com a situação da cigarrinha-do-milho que tem atacado as lavouras, em Mato Grosso, a Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja-MT), disponibilizou aos produtores rurais uma cartilha para informar e alertar sobre o manejo da praga e o enfezamento na plantação.
Conforme a Comissão de Defesa Agrícola da Aprosoja-MT, responsável pelo material técnico, o propósito da divulgação desse material é a busca de um manejo com maior eficiência para amenizar os prejuízos causados pela Cigarrinha-do-milho, praga que atinge a lavoura e pode causar a redução de crescimento e desenvolvimento da planta, entrenós curtos, defeito na formação de espigas, enfraquecimento dos colmos com favorecimento às infecções fúngicas que resultam em tombamento.
Entre as boas práticas apresentadas na cartilha estão a eliminação do milho voluntário (tiguera), a rotação de cultivos, evitando o plantio sucessivo de gramíneas e a não semeadura ao lado de lavouras com plantas adultas apresentando sintomas de enfezamentos.
A cartilha está disponível em formato PDF clicando aqui.
Acompanhamento – A Aprosoja Mato Grosso, representante de mais de 7.500 produtores de milho no estado, convidou esta semana, representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Embrapa Milho e Sorgo, Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT), e outras autoridades para visitarem as lavouras de milho safra e safrinha em Lucas do Rio Verde. As entidades conheceram a situação e se disponibilizaram para analisar e apresentar possíveis soluções para diminuir os danos causados pela cigarrinha-do-milho.
Agronegócios
Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica
Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.
Revisão contratual: prevenção e governança corporativa
Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.
“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.
Base legal e antecipação contratual
A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.
No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.
“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.
Aplicação prática em diversos setores
A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.
Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.
“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.
Contratos flexíveis garantem resiliência
Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:
“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”
Fonte: Portal do Agronegócio

