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No acumulado do ano, o indicador valorizou 9,54%. Em 12 meses, os preços alcançaram 39,84% de alta

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  • Boi: arroba tem leve queda em São Paulo

  • Milho: preços seguem em ajuste no mercado físico e no futuro

  • Soja: saca busca forças para retomar nível de R$ 170

  • Café: cotações ficam estáveis em dia calmo de negócios

  • No exterior: setor privado dos EUA tem criação de empregos muito abaixo do esperado

  • No Brasil: Banco Central sobe juros para 5,25% ao ano

Agenda:

  • Brasil: dados das lavouras do Rio Grande do Sul (Emater)

  • EUA: exportações semanais de grãos (USDA)

  • EUA: balança comercial de junho

Boi: arroba tem leve queda em São Paulo

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a arroba negociada em São Paulo, capital, passou de R$ 318 para R$ 317, na modalidade a prazo. No restante das regiões, o dia foi marcado por preços pouco alterados. Segundo a análise da consultoria, as posições confortáveis das escalas de abate seguram a alta das cotações.

Na B3, os contratos futuros do boi gordo tiveram um dia em que os avanços predominaram na comparação com as quedas. Apenas a ponta mais curta teve desvalorização. O vencimento para agosto passou de R$ 318,60 para R$ 316,95, do outubro foi de R$ 325,05 para R$ 325,85 e do novembro foi de R$ 330 para R$ 330,80 por arroba.

Milho: preços seguem em ajuste no mercado físico e no futuro

O indicador do milho do Cepea teve um dia de baixa dos preços e seguiu em tendência de ajuste após fortes altas do mês de julho. A cotação variou -0,74% em relação ao dia anterior e passou de R$ 100,96 para R$ 100,21 por saca. Assim sendo, no acumulado do ano, o indicador valorizou 27,41%. Em 12 meses, os preços alcançaram 92,82% de alta.

Na B3, os contratos futuros do milho tiveram comportamento semelhante ao físico e chegaram ao sexto dia consecutivo com baixas. O ajuste do vencimento para setembro passou de R$ 97,02 para R$ 95,30, do novembro foi de R$ 97,40 para R$ 95,96 e do março de 2022 passou de R$ 98,52 para R$ 97,06 por saca.

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Soja: saca busca forças para retomar nível de R$ 170

O indicador da soja do Cepea para o porto de Paranaguá (PR) teve um dia de baixa dos preços e segue buscando forças para retomar nível de R$ 170 por saca. A cotação variou -0,24% em relação ao dia anterior e passou de R$ 168,99 para R$ 168,58 por saca. Dessa forma, no acumulado do ano, o indicador valorizou 9,54%. Em 12 meses, os preços alcançaram 39,84% de alta.

Na bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja tiveram uma ligeira recuperação após a forte queda do dia anterior. O vencimento para novembro subiu 0,45% e passou de US$ 13,196 para US$ 13,256 por bushel. O mercado já mira o relatório de julho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na semana que vem.

Café: cotações ficam estáveis em dia calmo de negócios 

De acordo com a Safras & Mercado, as cotações do café no mercado brasileiro ficaram estáveis em um dia de negócios marcado pela calmaria. No sul de Minas Gerais, o arábica bebida boa com 15% de catação ficou estável em R$ 970/975, enquanto que no cerrado mineiro, o bebida dura com 15% de ficou inalterado em R$ 975/980 por saca.

Na bolsa de Nova York, os contratos futuros do café arábica tiveram o segundo dia consecutivo com valorização em toda a curva. O avanço ficou abaixo do observado no dia anterior, mas demonstra que o mercado terá dificuldade para ficar abaixo de US$ 1,70 por libra-peso. O vencimento para setembro subiu 0,46% no dia e passou de US$ 1,7485 para US$ 1,7565 por libra-peso.

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No exterior: setor privado dos EUA tem criação de empregos muito abaixo do esperado

O relatório de emprego ADP, que traz a criação de vagas de trabalho no setor privado nos Estados Unidos, mostrou dados muito abaixo do esperado em julho. Foram criadas 330 mil vagas no mês, enquanto que os analistas de mercado projetavam um resultado positivo de 695 mil. Além disso, o número de junho foi revisado de 692 mil para 680 mil.

Com o resultado fraco do mercado de trabalho, as bolsas norte-americanas reagiram negativamente. O índice Dow Jones recuou 0,96% e o S&P 500, 0,46%. Enquanto isso, o Nasdaq, que tem em sua composição ações de tecnologia, subiu 0,13%, em virtude de resultados corporativos melhores que as projeções.

No Brasil: Banco Central sobe juros para 5,25% ao ano

O Banco Central decidiu por unanimidade elevar a taxa Selic de 4,25% para 5,25% ao ano, em decisão que era amplamente esperada pelo mercado, ainda que uma pequena parcela apostava em um aumento menor. Além disso, no comunicado divulgado após a decisão, o Banco Central definiu que na próxima reunião, em setembro, o mais provável é um novo aumento de 1,0 ponto percentual.

Em relação ao mercado, o Ibovespa teve um dia de queda e voltou a ficar abaixo dos 122 mil pontos. O principal índice de ações do Brasil recuou 1,44% e fechou o dia cotado a 121.801 pontos. Enquanto isso, o dólar comercial fechou em baixa de 0,13% e foi a R$ 5,186, após passar quase todo o pregão operando em alta.

“Canal Rural”

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Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica

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Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.

Revisão contratual: prevenção e governança corporativa

Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.

“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.

Base legal e antecipação contratual

A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.

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No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.

“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.

Aplicação prática em diversos setores

A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.

Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.

“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.

Contratos flexíveis garantem resiliência

Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:

“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”

Fonte: Portal do Agronegócio

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