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Produtores de Xambioá são capacitados no curso de Olericultura realizado pelo Sistema FAET/SENAR
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Estimular a autonomia na produção agrícola, apresentar a possibilidade de uma nova fonte de renda e também gerar alternativas na alimentação são alguns dos objetivos do curso de Olericultura realizado pelo Sistema FAET/Senar no município de Xambioá. Como resultado, os produtores da região terão a oportunidade de abastecer os comerciantes locais com couve, alface, cebolinha, quiabo e jiló, por exemplo, além de ter o retorno financeiro com as vendas de hortaliças.
As aulas práticas foram realizadas no Assentamento Vale do Corda, na propriedade do agricultor Antônio Carvalho, que também participou do curso. Ele que já trabalha na atividade, ficou atento a cada orientação. “Percebi que algumas técnicas que eu utilizava aqui eram ultrapassadas, como o sistema de plantio sem muita coordenação. Durante o curso aprendi técnicas de manejo do solo, a importância da escolha do local que deve ser em terra fofa, livre de impedimentos físicos e com boa drenagem”, afirmou.
Já o agricultor Manoel Messias acredita que o treinamento deu uma boa base para investir nessa atividade. “Quando soube que teria o curso fiquei muito alegre, porque na fazenda que moramos tem o espaço para trabalharmos com a horta, mas ainda não tínhamos tido a oportunidade de aprender sobre esse tipo de plantio”, contou.
O instrutor do curso, Baltazar Ferreira explicou que o curso trata as principais técnicas de manejo, em especial as olerícolas, que são plantas de ciclo curto. “Nesse curso em especifico trabalhamos na escolha da área, principais manejos de pragas e doenças e também trouxemos para os participantes a alternativa do processo de plantio de áreas pequenas, que é algo que dá pra fazer tanto em propriedades rurais, como também em ambiente urbano”, finalizou.
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Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica
Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.
Revisão contratual: prevenção e governança corporativa
Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.
“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.
Base legal e antecipação contratual
A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.
No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.
“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.
Aplicação prática em diversos setores
A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.
Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.
“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.
Contratos flexíveis garantem resiliência
Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:
“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”
Fonte: Portal do Agronegócio

