Agronegócios
Preço do milho no Mato Grosso apresenta alta de R$ 21,41 por saca em relação a 2023
Agronegócios
Diferencial de cotações entre o mercado interno e a Bolsa de Chicago atinge o menor nível desde março de 2022; aumento de preços pode incentivar expansão da área de cultivo em 2024/25
O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou um relatório que atualiza as estimativas sobre a safra de milho no estado. Segundo o levantamento, o preço da saca de milho disponível no Mato Grosso fechou a última semana em R$ 57,00, o que representa um aumento de R$ 21,41 em relação ao mesmo período do ano anterior.
De acordo com os técnicos do Imea, esse cenário é impulsionado pela “menor oferta da safra 2023/24, aliada à maior demanda”. Com isso, a diferença entre o preço do milho no mercado mato-grossense e o valor registrado na Bolsa de Chicago (CME Group) encerrou a semana com um diferencial médio de R$ 1,45 por saca. Esse estreitamento representa uma queda de R$ 15,60 por saca em comparação ao mesmo período de 2023, atingindo o menor nível desde março de 2022, quando o milho estava cotado a R$ 58,45 por saca na CME.
O Imea observa que, para os produtores, esse estreitamento de preços pode sinalizar oportunidades no mercado interno de Mato Grosso. Contudo, a aproximação dos preços locais aos valores internacionais também torna o milho mato-grossense menos competitivo no mercado global.
Expectativas para a safra 2024/25
A alta nos preços do milho deve refletir diretamente na área de cultivo do grão na safra 2024/25. O Imea projeta um aumento de 0,70% na área plantada, totalizando 6,84 milhões de hectares, superando em 0,56% a área da safra 2023/24. O aumento é respaldado pela melhora no preço futuro do milho, o que possibilita o equilíbrio dos custos operacionais para os produtores.
Apesar do otimismo com a elevação na área de cultivo, o Imea destaca como um ponto de atenção a grande concentração de área destinada à soja, que precisa ser colhida entre janeiro e fevereiro de 2025 para que a cultura do milho seja implementada de forma eficiente.
“Portal do Agronegócio”
Agronegócios
Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica
Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.
Revisão contratual: prevenção e governança corporativa
Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.
“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.
Base legal e antecipação contratual
A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.
No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.
“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.
Aplicação prática em diversos setores
A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.
Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.
“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.
Contratos flexíveis garantem resiliência
Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:
“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”
Fonte: Portal do Agronegócio

