CONGRESSO DO AGRO

Durante evento realizado pela Abag e B3, Tereza Cristina afirmou que já há R$ 30 bi em gestão de títulos verdes no país e US$ 1 trilhão no mundo

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Agronegócios

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou nesta segunda-feira, 2, que o Brasil pode ser o principal player para investimentos verdes no mundo. “Atualmente estima-se que existem R$ 30 bilhões em gestão de títulos verdes no Brasil, com um grande potencial de investimento, frente a US$ 1 trilhão investidos em fundos sustentáveis internacionais”, disse, em vídeo, durante a cerimônia de abertura do 20º Congresso Brasileiro do Agronegócio. Segundo ela, o Ministério da Agricultura (Mapa) vem dando suporte para esse investimento verde no país.

Durante o evento realizado pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), em parceria com a B3, A Bolsa do Brasil, a ministra também afirmou que a sustentabilidade tem guiado as ações recentes do Mapa. “Neste ano, fizemos um Plano Safra mais verde, com ampliação de 101% da linha do Programa ABC [Agricultura de baixo Carbono], e o financiamento para restauração florestal, bem como para o sistema de geração de energia renovável a partir de biogás e biometano”.

Ao citar sua participação na Pré-Cúpula sobre Sistemas Alimentares da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada em Roma, na semana passada, Tereza Cristina disse que há um consenso inédito entre os países da América sobre como tratar essa questão. A ministra referiu-se a uma lista de 16 mensagens-chave que as nações do bloco aprovaram e que deverão levar à Cúpula da ONU em setembro, em Nova York, e que abordam a transformação dos sistemas agroalimentares, demanda dos consumidores, aspectos nutricionais, estratégias de produção e assuntos ambientais, assim como o papel das Américas para a segurança alimentar no planeta.

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Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica

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Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.

Revisão contratual: prevenção e governança corporativa

Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.

“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.

Base legal e antecipação contratual

A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.

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No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.

“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.

Aplicação prática em diversos setores

A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.

Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.

“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.

Contratos flexíveis garantem resiliência

Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:

“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”

Fonte: Portal do Agronegócio

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