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Porto de Santos Registra Maior Movimentação de Cargas em Outubro e Projeta Recorde Anual para 2024

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Crescimento impulsionado por embarques do agronegócio e operações de contêineres reforça o protagonismo do porto no comércio exterior

O Porto de Santos alcançou em outubro de 2024 a maior marca histórica para o mês, com a movimentação de 15,5 milhões de toneladas, representando um aumento de 8,4% em comparação com o mesmo período de 2023. No acumulado de janeiro a outubro, o porto já movimentou 153 milhões de toneladas, um crescimento de 7,7% em relação ao ano anterior, estabelecendo um recorde para o período e consolidando sua posição como um dos principais hubs portuários do Brasil.

A movimentação de cargas foi impulsionada tanto pelos embarques quanto pelas descargas. Os embarques totalizaram 10,9 milhões de toneladas em outubro, marcando um aumento de 1,4% frente a 2023, enquanto as descargas apresentaram um expressivo crescimento de 30%, somando 4,6 milhões de toneladas. No acumulado do ano, os embarques chegaram a 112,9 milhões de toneladas (+6%) e as descargas atingiram 40 milhões de toneladas (+13%).

Outro destaque foi o crescimento no segmento de contêineres, que registrou um recorde com 493,7 mil TEU movimentados em outubro, um aumento de 12,3% em relação ao ano anterior. No total acumulado de 2024, o número de contêineres movimentados chegou a 4,5 milhões TEU, com alta de 15,4%.

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O agronegócio segue como motor principal das operações do Porto de Santos, com a soja em grãos atingindo 27,8 milhões de toneladas, o açúcar 23,4 milhões de toneladas e o milho 11,5 milhões de toneladas.

O presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, comemorou os resultados históricos, destacando que “os números alcançados até outubro de 2024 são resultado de uma operação eficiente e dos investimentos estratégicos realizados, que ampliaram nossa capacidade e competitividade. O fortalecimento do agronegócio e o crescimento na movimentação de cargas e contêineres reforçam a importância do Porto de Santos no comércio internacional, com boas perspectivas de superarmos mais um recorde anual.”

No segmento de granéis sólidos, o porto movimentou 7,6 milhões de toneladas em outubro, com um crescimento de 7,7%, impulsionado especialmente pelas exportações de açúcar a granel (+47,4%) e farelo de soja (+31,3%). No acumulado do ano, os granéis sólidos somaram 79,2 milhões de toneladas (+2,2%). A soja em grãos respondeu por 35,1% desse volume, seguida pelo açúcar com 25,4% e milho com 14,5%.

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Os granéis líquidos também apresentaram aumento de 5,8% em outubro, com a movimentação de 1,8 milhão de toneladas, e um crescimento de 2,4% no acumulado do ano, alcançando 16,3 milhões de toneladas. Destaque para o aumento nas exportações de gasolina (+60,7%) e óleo combustível (+25,4%).

O segmento de carga geral solta, por sua vez, movimentou 838 mil toneladas em outubro (+3,7%) e 7,7 milhões no acumulado de 2024 (+6,3%), com destaque para os embarques de celulose, que aumentaram 25,6%.

O fluxo de navios também cresceu, com um total de 4.660 embarcações passando pelo Porto de Santos entre janeiro e outubro, representando uma alta de 3,6% no comparativo anual.

A corrente comercial brasileira, por meio do Porto de Santos, também registrou crescimento significativo, atingindo US$ 147,3 milhões no período de janeiro a outubro, o que corresponde a 29% do total nacional. A China segue sendo o principal parceiro comercial, representando 27,9% das transações. O estado de São Paulo concentra 53,6% das transações externas realizadas pelo porto.

“Portal do Agronegócio”

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Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica

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Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.

Revisão contratual: prevenção e governança corporativa

Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.

“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.

Base legal e antecipação contratual

A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.

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No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.

“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.

Aplicação prática em diversos setores

A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.

Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.

“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.

Contratos flexíveis garantem resiliência

Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:

“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”

Fonte: Portal do Agronegócio

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