Agronegócios
Preços do milho recuam em algumas regiões do Brasil com feriado e retração no consumo
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Com o mercado mais calmo e consumidores mais cautelosos, cotações do grão apresentam queda em diversas praças
O mercado brasileiro de milho registrou uma semana de preços entre estáveis e mais baixos, quando comparado ao período anterior. Em diversas regiões, as cotações do grão sofreram quedas pontuais, o que não era observado há pouco tempo, já que o mercado se mantinha firme. Esse enfraquecimento nos preços pode ser atribuído a uma série de fatores, incluindo o feriado na quarta-feira (20), que contribuiu para uma desaceleração nas negociações.
De acordo com a Safras Consultoria, o ritmo já calmo das transações foi ainda mais reduzido pelo feriado, com consumidores, principalmente em estados como São Paulo e Paraná, adotando uma postura mais cautelosa. Esse comportamento contribuiu para a pressão sobre os preços em algumas praças, refletindo um mercado mais retraído.
A consultoria alerta que, a partir deste momento, os agentes do mercado precisarão acompanhar com atenção os movimentos do câmbio, que influenciam especialmente os preços nos portos para exportações, além da Bolsa de Chicago, responsável pela precificação do cereal. Com o fim da temporada de colheita, o abastecimento interno deverá ganhar maior destaque nas negociações.
Entre as últimas quintas-feiras (14 e 21 de novembro), no mercado disponível ao produtor, o preço do milho caiu em várias regiões. Em Campinas/CIF, no estado de São Paulo, a saca de 60 quilos passou de R$ 79,00 para R$ 78,00, uma redução de 1,3%. Na região da Mogiana paulista, o cereal recuou de R$ 80,00 para R$ 76,00 a saca, o que representou uma queda de 5,0%.
Em outras localidades, as quedas também foram notadas. Em Cascavel, no Paraná, o preço se manteve estável em R$ 70,00 a saca. Em Rondonópolis, Mato Grosso, o valor recuou de R$ 67,00 para R$ 65,00 a saca, uma diminuição de 3%. Já em Erechim, no Rio Grande do Sul, o preço passou de R$ 77,00 para R$ 76,00, uma queda de 1,3%.
Outras regiões também apresentaram declínios. Em Uberlândia, Minas Gerais, o preço da saca caiu de R$ 70,00 para R$ 67,00, uma redução de 4,3%. Em Rio Verde, Goiás, a cotação recuou de R$ 68,00 para R$ 66,00, uma perda de 2,9%.
Nos portos, as cotações também sofreram quedas significativas. Em Santos, o preço caiu de R$ 80,00 para R$ 76,00 a saca, uma redução de 5%. Já em Paranaguá, no Paraná, o preço recuou de R$ 77,00 para R$ 74,00, uma queda de 3,9%.
“Portal do Agronegócio”
Agronegócios
Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica
Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.
Revisão contratual: prevenção e governança corporativa
Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.
“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.
Base legal e antecipação contratual
A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.
No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.
“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.
Aplicação prática em diversos setores
A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.
Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.
“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.
Contratos flexíveis garantem resiliência
Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:
“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”
Fonte: Portal do Agronegócio

