Agronegócios
Plantio da Soja 2024/25 no Brasil chega a 95% da área estimada com chuvas aliviando seca no Sul
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Precipitações em estados do Sul favorecem o avanço da semeadura e melhoram as condições das lavouras
Até quinta-feira (05), o plantio da safra 2024/25 de soja no Brasil alcançou 95% da área prevista, um avanço significativo em relação aos 91% registrados na semana anterior e também aos 91% do mesmo período do ano passado, conforme levantamento da AgRural.
Com a semeadura praticamente concluída e as expectativas de boas produtividades em todo o país, as chuvas que ocorreram na semana passada se destacaram como um alívio importante para as regiões mais secas do Paraná, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. No Rio Grande do Sul, as precipitações restabeleceram a umidade do solo, o que melhorou as condições das lavouras e permitiu a retomada do plantio em ritmo mais acelerado.
No Paraná, as chuvas ocorreram em volumes adequados e bem distribuídos, o que aliviou a preocupação com possíveis perdas de produtividade em lavouras em fase reprodutiva nas regiões oeste e norte do estado. Já no sul de Mato Grosso do Sul, as chuvas também foram bem-vindas, embora não tão intensas quanto as do Paraná. Nesse caso, os produtores aguardam mais precipitações para evitar perdas maiores.
Impactos das chuvas no milho e nas lavouras de milho no Rio Grande do Sul
Em relação à safra 2024/25 de milho verão (primeira safra), o plantio estava concluído em 95% da área prevista no Centro-Sul do Brasil até quinta-feira (05), ligeiramente superior aos 94% da semana anterior e semelhante aos 95% registrados no mesmo período de 2023, de acordo com a AgRural. A exceção é o estado de Goiás, onde alguns produtores ainda continuam o plantio.
Embora as chuvas mais recentes tenham beneficiado as lavouras de milho do Rio Grande do Sul, elas chegaram tarde para algumas áreas, que já enfrentavam perdas devido à baixa umidade no período crítico de floração. Nos demais estados do Centro-Sul, as lavouras de milho seguem com bom desenvolvimento.
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Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica
Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.
Revisão contratual: prevenção e governança corporativa
Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.
“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.
Base legal e antecipação contratual
A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.
No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.
“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.
Aplicação prática em diversos setores
A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.
Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.
“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.
Contratos flexíveis garantem resiliência
Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:
“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”

