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Plano Estadual de Segurança Rural será desenvolvido no Espírito Santo
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Nesta segunda-feira (24) ocorreu a primeira reunião para a construção do Plano Estadual de Segurança Rural, demanda urgente solicitada pela Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (FAES), e demais órgãos que representam os produtores rurais, ao Governo do Estado.
A reunião, em formato online, reuniu o secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Alexandre Ofranti Ramalho, o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (SEAG), Paulo Foletto, o presidente do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), Mário Louzada, o presidente da FAES, Júlio Rocha, o vice-presidente da FAES, Wesley Mendes, o presidente da Associação Agricultura Forte, João Bayer, e os presidentes dos Sindicatos Rurais de Pinheiros, Domingos Martins e Jaguaré, Érico Orletti, Alberto Potin e Jarbas Nicoli Filho, respectivamente.
“Os furtos e roubos em propriedades rurais se multiplicam exponencialmente e precisamos dar respostas efetivas em favor da segurança das famílias rurais”, destaca o presidente da FAES, Júlio Rocha.
O vice, Wesley Mendes, pontuou a necessidade de um trabalho conjunto para se obter resultados positivos no campo. “Se as ações não forem integradas, coletivas e em parceria com o Governo do Espírito Santo, estaremos cada um atirando para um lado enquanto bandidos humilham os produtores rurais e suas famílias”.
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Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica
Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.
Revisão contratual: prevenção e governança corporativa
Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.
“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.
Base legal e antecipação contratual
A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.
No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.
“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.
Aplicação prática em diversos setores
A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.
Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.
“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.
Contratos flexíveis garantem resiliência
Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:
“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”
Fonte: Portal do Agronegócio

