NÚMEROS REVISADOS
Safras & Mercado estima produção 22% menor, considerando os efeitos das geadas que atingiram parte do Centro-Sul no final de junho
Agronegócios
A produção de milho da segunda safra 2021, ou safrinha, da região Centro-Sul deverá totalizar 56,75 milhões de toneladas, com um recuo de 22,8% sobre o volume colhido no ano passado, de 73,48 milhões de toneladas. A previsão foi divulgada por Safras & Mercado e leva em conta os efeitos das geadas que atingiram parte da região produtora na semana entre 29 de junho e 2 de julho.
Em comparação com a estimativa anterior, divulgada no final de maio, houve um corte de 7,85%. Naquela previsão, Safras trabalhava com produção da safrinha de 61,592 milhões de toneladas.
Em janeiro desse ano, a consultoria projetava uma safrinha de 84,027 milhões de toneladas. Após o atraso no plantio, o clima seco durante o desenvolvimento das lavouras e, por fim, a ocorrência de geadas, a quebra estimada entre a produção prevista em janeiro e o atual levantamento é de 32,4%.
A área plantada para a segunda safra 2021 do cereal está estimada em 14,4 milhões de hectares, com crescimento de 8,5% sobre o ano anterior, quando foram semeados 13,27 milhões de toneladas. A produtividade média está estimada agora em 3.941 quilos por hectare, abaixo do rendimento de 2020, de 5.537 quilos por hectare.
Por Agência Safras
Agronegócios
Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica
Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.
Revisão contratual: prevenção e governança corporativa
Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.
“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.
Base legal e antecipação contratual
A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.
No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.
“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.
Aplicação prática em diversos setores
A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.
Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.
“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.
Contratos flexíveis garantem resiliência
Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:
“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”
Fonte: Portal do Agronegócio

