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Uma das iniciativas criadas pelo grupo foi o estabelecimento de uma campanha de conscientização de prevenção contra a peste suína africana
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Com objetivo de debater estratégias para a prevenção da Peste Suína Africana na América Latina, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e outras 21 organizações nacionais de 18 países da América Latina anunciaram a instalação de um comitê continental.
O Comité de Crisis PPA LatAm (Peste Porcina Africana, em espanhol) realizou um levantamento de ações regionais e estabeleceu um trabalho em colaboração para o fortalecimento da defesa sanitária no continente, no âmbito privado.
Uma das iniciativas foi o estabelecimento de uma campanha interpaíses de conscientização das comunidades e intra setoriais sobre a importância dos cuidados preventivos nas diversas esferas. Denominada #TodosContraLaPPA, a campanha será lançada em breve com ações junto aos produtores, sociedade e líderes governamentais das diversas esferas das nações envolvidas.
A ação ocorre após situação enfrentada pela República Dominicana, que recentemente registrou focos da enfermidade nos diversos plantéis da ilha.
“A ação reforça o trabalho que já está em curso no Brasil, em uma articulação ampla para evitar que a situação alcance a parte continental das Américas. Empregos e a garantia de fornecimento de alimentos estão em jogo, em um momento em que a oferta de alimentos é estratégica para as nações. Unificando esforços, seremos mais efetivos para monitorar problemas e riscos, e contribuir para rápidas soluções bilaterais ou em bloco”, avalia Ricardo Santin, presidente da ABPA.
“Canal Rural”
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Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica
Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.
Revisão contratual: prevenção e governança corporativa
Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.
“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.
Base legal e antecipação contratual
A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.
No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.
“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.
Aplicação prática em diversos setores
A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.
Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.
“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.
Contratos flexíveis garantem resiliência
Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:
“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”
Fonte: Portal do Agronegócio

