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MATO GROSSO TENTA ATRAIR INVESTIDORES EM RODOVIAS PARA MELHORAR TRANSPORTE DE GRÃOS

A concessão de rodovias é uma alternativa do governo, contra a crise no Estado

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O governo de Mato Grosso realizará nesta terça-feira (31) um Road Show, em São Paulo, para atrair empresas dispostas a elaborar estudos para trechos do Pró-Estradas Concessões: Programa de Parceria com Iniciativa Privada para Investimentos em Logística.

Ontem, o governo mato-grossense publicou no Diário Oficial do Estado o edital de Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), o qual integra a segunda fase do programa para investimento em logística e que abrange 12 trechos que totalizam 2.600 quilômetros.

Conforme comunicado da Secretaria estadual de Infraestrutura e Logística, o governo do Estado concederá um total de 3.125 km até o fim de 2018. A primeira fase do programa Pró-Estradas Concessões abrange 525 km, divididos em três trechos nas regiões de Alto Araguaia, Alta Floresta e Tangará da Serra. Estimam-se investimentos de R$ 1,5 bilhão em recursos privados e a criação de 3.560 empregos nessas obras.

A concessão de rodovias tem sido a alternativa encontrada para enfrentar a crise econômica, que provoca impactos em Mato Grosso, Estado iminentemente agrícola. A expectativa do Estado é arrecadar R$ 74,5 milhões em outorga, e estão previstos também investimentos de R$ 1,6 bilhão em ações de conservação da qualidade das rodovias.

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O Estado planeja fazer contratos de 30 anos, e que tenham constantes investimentos na reabilitação funcional da rodovia, na recuperação permanente do pavimento, em melhoramentos e também na manutenção frequente.

Segundo o planejamento estratégico dos órgãos do Estado que atuam na área de concessões, em novembro será feita a publicação de edital, e, em dezembro, a previsão é que ocorra o leilão. Em março de 2018, o governo deve fazer a assinatura dos contratos da primeira fase para que até o fim do primeiro semestre as empresas comecem a atuar. O edital do PMI estará disponível no site da secretaria ( Clique aqui e acesse ).

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Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica

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Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.

Revisão contratual: prevenção e governança corporativa

Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.

“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.

Base legal e antecipação contratual

A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.

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No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.

“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.

Aplicação prática em diversos setores

A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.

Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.

“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.

Contratos flexíveis garantem resiliência

Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:

“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”

Fonte: Portal do Agronegócio

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