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Mato Grosso Registra Recorde Histórico nas Exportações de Carne Bovina
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Aumento no volume exportado é registrado, mas receita sofre queda devido a preços mais baixos
Em outubro de 2024, Mato Grosso alcançou um novo recorde nas exportações de carne bovina, com o maior volume mensal da história do estado, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Durante o mês, o estado enviou ao exterior 79,83 mil toneladas equivalente carcaça (TEC), totalizando 628,84 mil TEC entre janeiro e outubro. Esse resultado superou o recorde anterior de 605,35 mil TEC, registrado em 2022.
Apesar do crescimento no volume exportado, a receita com as exportações de carne bovina em 2024 apresentou uma queda de 20,6% em comparação com 2022. A retração está relacionada ao preço médio mais baixo por tonelada, que até o momento foi de US$ 3.468,20. A China continua sendo o principal destino da carne bovina mato-grossense, representando 42,2% das exportações estaduais, seguida pelos Emirados Árabes Unidos (9,92%) e pelo Egito (5,02%).
O aumento na demanda pela carne de Mato Grosso tem contribuído para absorver a alta oferta de gado no estado, ajudando a manter os preços do boi gordo.
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Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica
Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.
Revisão contratual: prevenção e governança corporativa
Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.
“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.
Base legal e antecipação contratual
A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.
No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.
“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.
Aplicação prática em diversos setores
A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.
Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.
“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.
Contratos flexíveis garantem resiliência
Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:
“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”
Fonte: Portal do Agronegócio

