Agronegócios
Jovens líderes do agro apresentam posicionamento sobre uso sustentável do solo
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Brasília (31/01/2022) – Os vencedores do programa CNA Jovem, Ana Carolina Zimmermann e Lucas Dierings, participaram do Fórum Global para Alimentação e Agricultura (GFFA) para apresentar o posicionamento da juventude sobre o tema” Uso Sustentável da Terra: Segurança Alimentar Começa com o Solo”, transmitido de Berlim, na Alemanha, de 24 e 28 de janeiro.
O evento reuniu líderes envolvidos com a política agrícola global e segurança alimentar, incluindo representantes do Ministério da Agricultura de diversos países.
A declaração com proposições foi elaborada durante três encontros virtuais no segundo semestre de 2021 com a participação de 16 jovens do Brasil, México, Zimbábue, Estados Unidos, Alemanha, Japão, Suécia, Uganda, Índia, China, Canadá, África do Sul e Argentina. A Embaixada da Alemanha divulgou as vagas o GFFA e selecionou os integrantes.
Os vencedores do CNA Jovem tiveram o suporte e apoio do Sistema CNA/Senar ao longo da trajetória na quarta edição do CNA Jovem, o que contribuiu para a preparação dos novos líderes com desenvolvimento de novas habilidades e competências.
A declaração traz três aspectos norteadores sobre o uso sustentável da terra a partir de 3 perguntas: Como podemos melhorar a proteção do solo e restaurar solos degradados? Como podemos tornar o uso de recursos terrestres finitos mais sustentável; e Como os agricultores em todo o mundo podem ter acesso justo à terra?
“Recorremos à política para fornecer uma estrutura que ajudará a tornar a agricultura sustentável – agricultura que cuida dos aspectos econômicos, ambientais e sociais – um modelo de negócios vital. Entendemos que tomamos emprestado a terra das gerações futuras e nos esforçamos para deixá-la em um estado melhor do que o recebemos”, diz um trecho do documento.
Ana Carolina, do Distrito Federal, foi uma das escolhidas para a leitura do documento no GFFA. “Eu encaro com muita responsabilidade ser uma jovem mulher, sucessora rural que, de alguma forma, tem voz em um evento com líderes mundiais responsáveis pela elaboração de políticas públicas, além mostrar como o Brasil já pratica o desenvolvimento rural e sustentável”.
Na sua visão, o acesso à educação envolvendo a ciência e tecnologia contribuem para a adoção de boas práticas que vão beneficiar a conservação do solo, restauração de pastagens degradadas e uso de outras tecnologias.
Em um dos projetos paralelos, a jovem foi selecionada pela rede internacional de agronegócio Nuffield para conhecer de perto como a inovação no campo está transformando a realidade. Em fevereiro. ela viajará para o Reino Unido para iniciar a jornada. Para acompanha-la nas redes sociais, siga: @caroldoagro
Para Lucas Dierings, do Paraná, a experiência de estar entre o seleto grupo de jovens de todos os continentes foi valiosa. “As diferentes realidades da agricultura no mundo exigem políticas agrícolas diferentes. Em diversas discussões, tratamos como é importante fortalecer a agricultura familiar com ações de inclusão tecnológica e políticas agrícolas que mantenham o produtor rural na atividade e, principalmente, facilite o direito à propriedade”. Para acompanhá-lo nas redes sociais, siga @lucasdierings.agro
Para conhecer um pouco mais sobre o CNA Jovem, clique aqui.
Confira a íntegra do GFFA aqui.
Assessoria de Comunicação CNA
Telefone: (61) 2109-1419
Agronegócios
Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica
Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.
Revisão contratual: prevenção e governança corporativa
Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.
“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.
Base legal e antecipação contratual
A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.
No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.
“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.
Aplicação prática em diversos setores
A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.
Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.
“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.
Contratos flexíveis garantem resiliência
Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:
“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”
Fonte: Portal do Agronegócio

