Agronegócios
Senar vai capacitar jovens e trabalhadores no Programa Nacional de Serviço Civil Voluntário
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Brasília (28/01/2022) – O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) assinou, na sexta (28), um protocolo de intenções com o Governo Federal e demais entidades do Sistema S para promover o Programa Nacional de Serviço Civil Voluntário, do Ministério do Trabalho e Previdência.
O diretor-geral do Senar, Daniel Carrara, participou, no Palácio do Planalto, da cerimônia de assinatura da Medida Provisória que cria o programa, com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro, do ministro do Trabalho, Onyx Lorenzoni, entre outros representantes do governo e do setor produtivo.
A ideia do programa é dar oportunidades a jovens entre 18 e 29 anos e trabalhadores acima de 50 anos que estão fora do mercado há mais de dois anos. O objetivo é aumentar a empregabilidade desses trabalhadores e transferir renda por meio de bolsas de qualificação profissional.
Segundo Carrara, uma das propostas é capacitar jovens “nem-nem”, ou seja, nem estudam e nem trabalham, que receberão bolsas para trabalhar em empresas. Ele também destacou uma das novidades do programa, que é a inclusão de pessoas acima de 50 anos para que elas voltem a ter oportunidades no mercado de trabalho.
“Fomos chamados para participar dessa iniciativa de inclusão de jovens no processo de capacitação e eles receberão um ano de bolsa. E a novidade, além dos jovens é a inclusão de quem tem mais de 50 anos, que terão essa oportunidade. É um misto de social com profissionalização para contribuir com o país”, disse o diretor-geral do Senar.
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Agronegócios
Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica
Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.
Revisão contratual: prevenção e governança corporativa
Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.
“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.
Base legal e antecipação contratual
A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.
No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.
“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.
Aplicação prática em diversos setores
A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.
Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.
“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.
Contratos flexíveis garantem resiliência
Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:
“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”

