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Início do Plantio do Milho no Mato Grosso é Marcado por Lentidão, Aponta Imea

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Avanços no Plantio do Algodão e Colheita da Soja Também Acontecem em Ritmo Lento

O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou um relatório que traz as atualizações sobre a safra agrícola no estado de Mato Grosso, com destaque para o início do plantio da segunda safra de milho, que ainda ocorre de forma gradual.

Milho: Início Embrionário do Plantio

De acordo com o Imea, a semeadura do milho da safra 2024/25 teve início na região Médio-Norte do estado, embora em um ritmo ainda embrionário. “Durante a semana, o Imea observou as primeiras frentes de semeadura, mas os avanços no campo ainda são lentos”, indicou o instituto. O plantio do milho no Mato Grosso, portanto, segue em um estágio inicial, sem grandes avanços até o momento.

Algodão: Semeadura Progride Lentamente

Em relação ao algodão, a semeadura também apresenta avanço, mas ainda é de ritmo lento, influenciada pelas chuvas volumosas que afetaram diversas regiões do estado. Até a última sexta-feira (17), a semeadura da safra 2024/25 atingiu 19,34% da área estimada, com um avanço semanal de 5,14 pontos percentuais. No entanto, esse progresso está 14,48 pontos percentuais abaixo da média dos últimos cinco anos.

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Soja: Colheita Atrasada e Desafios Climáticos

Quanto à colheita da soja 2024/25, o trabalho também avança lentamente, com apenas 1,41% das áreas previstas colhidas até a sexta-feira. O avanço foi de apenas 0,71 pontos percentuais em relação à semana anterior. A lentidão na colheita está relacionada ao atraso na semeadura, além das condições climáticas desfavoráveis, como tempo nublado e chuvas persistentes, que prolongaram o ciclo da soja e dificultaram a retirada dos grãos. A alta umidade tem gerado preocupação entre os produtores, com relatos pontuais de grãos avariados em algumas localidades.

Entre as regiões do estado, a Médio-Norte se destaca, com 2,15% das áreas de soja já colhidas, apresentando um ritmo mais adiantado em comparação com o restante do Mato Grosso.

 

 

 

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Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica

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Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.

Revisão contratual: prevenção e governança corporativa

Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.

“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.

Base legal e antecipação contratual

A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.

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No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.

“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.

Aplicação prática em diversos setores

A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.

Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.

“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.

Contratos flexíveis garantem resiliência

Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:

“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”

Fonte: Portal do Agronegócio

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