Agronegócios
Horticultores da ATeG comercializam aproximadamente R$ 30 milhões de alimentos em 2021
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Levantamento foi feito com 913 produtores rurais atendidos pelo Senar/MS. O valor comercializado é 33,45% maior que o ano anterior.
Segundo levantamento feito pelo Departamento de Assistência Técnica e Gerencial do Senar/MS, em 2021, os 913 horticultores atendidos pela instituição comercializaram 14,3 milhões de unidades, totalizando R$ 29,5 milhões em produtos.
Entre as mercadorias com maior destaque estão a alface, com R$ 9,1 milhões, seguido da couve com R$ 2,6 milhões e o cheiro verde com R$ 2,4 milhões, referente respectivamente as unidades em 4,6 milhões 1,4 milhões e 1,09 milhões.
“Em relação à produção, as culturas folhosas (alface, couve e cheiro verde) apresentaram os maiores valores comercializados, principalmente pelos produtores investirem em sistemas de cultivo protegido e melhores manejos, assim aumentaram a produtividade e a comercialização” explica o coordenador da ATeG em Horticultura, Dorly Pavei.
Também de acordo com as informações, o valor total comercializado é 33,45% maior que 2020. “Com a melhora da pandemia em 2021 em relação ao ano anterior, houve um aumento no consumo e a procura pelos produtos hortifrutis”, destaca.
Além dos 3 maiores produtos já citados, também entram na lista: mandioca, rúcula, abobrinha, tomate, quiabo, almeirão e cebolinha.
Agronegócios
Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica
Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.
Revisão contratual: prevenção e governança corporativa
Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.
“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.
Base legal e antecipação contratual
A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.
No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.
“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.
Aplicação prática em diversos setores
A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.
Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.
“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.
Contratos flexíveis garantem resiliência
Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:
“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”
Fonte: Portal do Agronegócio

