Mato Grosso

Governo de MT incentiva ingresso de comunidades indígenas no cultivo de café

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Agronegócios

A partir do programa ‘Mato Grosso Mais’, indígenas da aldeia Massepô, localizada no território Umutina, em Barra do Bugres (164 km de Cuiabá), têm encontrado no cultivo do café uma nova alternativa de renda. A ação acontece a partir de uma parceria entre o Governo de Mato Grosso e a Fundação Nacional do Índio (Funai). A partir do incentivo, a administração estadual visa a inserção de comunidades indígenas na ampliação da área e produção do café nos territórios mato-grossenses.

Para ingressar na produção da matéria-prima da segunda bebida mais consumido entre os brasileiros, alguns integrantes da aldeia viajaram para Rondônia, onde acompanharam de perto o trabalho que lá já é desenvolvido. Além disso, eles participaram de capacitações sobre o plantio e o cultivo do café.

Com o trabalho em conjunto entre a Empresa Mato-Grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), no acompanhamento técnico, com a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), no repasse de mudas, a comunidade indígena da aldeia Massepô passou a ver no plantio do café a oportunidade de diversificar a produção local, antes voltada apenas para o consumo interno e limitada ao plantio de banana, mandioca e outras cultivares.

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Em 2019 a Seaf destinou 3.300 mudas de café para a aldeia Massepô, que foram plantadas em um hectare. Segundo secretário de Estado de Agricultura Familiar, Silvano Amaral, que no final de semana esteve visitando a área, há a expectativa de expandir a ação governamental na aldeia.

 “Há a previsão de subir para três hectares e meio o plantio do café na aldeia, até alcançar a área de 10 hectares em até quatro anos. Isso é resultado de uma exitosa parceria de sucesso envolvendo Estado, através da Seaf e Empaer, União, por meio da Funai, e a prefeitura de Barra do Bugres, com um acompanhamento mais próximo junto aos indígenas”, relata.

Na aldeia Massepô são esperados a colheita entre 45 a 60 sacas de café no hectare plantado, cujo valor da venda, segundo o cacique Felisberto Cudunipá, será revertido em melhorias na aldeia onde vivem 11 famílias. Além de Barra do Bugres, a Seaf desenvolve a mesma ação na cidade de Campo Novo dos Parecis. Na Aldeia Chapada Azul, a pasta promove a mesma atividade junto aos indígenas da etnia Haliti Paresi, com o plantio de cinco hectares de café. 

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Agronegócios

Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica

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Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.

Revisão contratual: prevenção e governança corporativa

Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.

“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.

Base legal e antecipação contratual

A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.

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No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.

“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.

Aplicação prática em diversos setores

A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.

Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.

“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.

Contratos flexíveis garantem resiliência

Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:

“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”

Fonte: Portal do Agronegócio

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