Agronegócios
Famato e entidades do agro assinam protocolo de intenções para expansão de 4G e 5G em Mato Grosso
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A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), representada pelo segundo vice-presidente Marcos da Rosa, assinou na terça-feira (18) um protocolo de intenções com o governo de Mato Grosso para a expansão do acesso à telefonia móvel em 4G, preparada para 5G, em todo o território do estado.
A iniciativa, denominada Mato Grosso Conectado, será uma Sociedade de Propósito Específico (SPE). A parceria foi firmada pela MT PAR junto com mais quatro entidades representativas do agronegócio mato-grossense: Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Associação dos Produtores de Algodão de Mato Grosso (Ampa) e Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt).
Para a execução do projeto estão previstos R$ 250 milhões de investimentos público e privado em uma área de 10 milhões de hectares distribuída em oito regiões que serão subdivididas em microrregiões para contemplar todo o estado.
Entre os objetivos estão: aumentar a produtividade do agro com o uso de tecnologias mais avançadas, apoiar o comércio e setores como a educação, serviços, segurança, indústria, transporte e saúde.
“É uma iniciativa muito importante para o desenvolvimento de Mato Grosso. Além do agro, contribuirá para toda a sociedade, pois irá democratizar o acesso à internet e a inclusão digital de quem vive no interior do estado”, afirmou Marcos da Rosa.
O Instituto AgriHub, que faz parte do Sistema Famato, fomenta iniciativas de conectividade e apoia empresas que buscam soluções inovadoras para o agro. Segundo o diretor executivo, Otávio Celidonio, o instituto participou ativamente das discussões junto com o governo e permanecerá colaborando intensamente para dar continuidade aos trabalhos de conectividade do estado.
Agronegócios
Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica
Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.
Revisão contratual: prevenção e governança corporativa
Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.
“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.
Base legal e antecipação contratual
A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.
No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.
“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.
Aplicação prática em diversos setores
A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.
Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.
“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.
Contratos flexíveis garantem resiliência
Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:
“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”
Fonte: Portal do Agronegócio

