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Excesso de Umidade Afeta Produtividade de Alfafa no RS

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Período de temperaturas elevadas favorece desenvolvimento, mas umidade prejudica colheita

De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (27/06), o cultivo de alfafa na região administrativa de Santa Rosa, nas Missões, abrange 2.017 hectares, com uma produtividade esperada de 11,5 toneladas por hectare de feno. Embora o período de temperaturas elevadas esteja favorecendo o desenvolvimento das lavouras, a previsão de dias nublados e temperaturas mais baixas deve desacelerar esse crescimento.

Nos últimos cortes, houve uma queda na produtividade devido ao excesso de umidade, com rendimentos variando entre 1.200 e 1.300 kg/ha. Para controlar infestações de pulgão, os produtores estão aplicando inseticidas. A umidade também prolongou o período de corte, que normalmente ocorre entre 35 e 40 dias, mas agora pode se estender até 50 dias devido à dificuldade de acesso às lavouras.

Essa escassez no mercado fez o preço do feno subir, sendo comercializado entre R$ 2,30 e R$ 2,70 por quilo, com tendência de aumento. A semente de alfafa Crioula está custando entre R$ 80,00 e R$ 90,00 por quilo, refletindo a pressão do mercado sobre os insumos agrícolas.

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Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica

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Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.

Revisão contratual: prevenção e governança corporativa

Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.

“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.

Base legal e antecipação contratual

A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.

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No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.

“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.

Aplicação prática em diversos setores

A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.

Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.

“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.

Contratos flexíveis garantem resiliência

Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:

“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”

Fonte: Portal do Agronegócio

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